View Full Version : Areas de Actuação
Boa noite.
Neste momento estou a terminar de realizar um questionario sobre lesoes ocupacionais em Fisioterapeutas e preciso de uma informação que ninguem me parece conseguir dar... Preciso de saber especificamente as areas de actuação de um fisioterapeuta. As respostas mais comuns que me fornecem são:
Fisioterapia Musculo-esqueletica
Fisioterapia Cardio-respiratória
Fisioterapia Neuro-muscularEsta informação está correcta? Agradeço desde já kk ajuda!!!
Obrigado
Isso é uma pergunta muita subjectiva! Talvez o mais correcto fosse questionares a Associação Portuguesa de Fisioterapeutas a ver que tipo de nomenclaturas eles possuem!
Já agora, penso que seria interessante depois partilhares os resultados desse teu questionário!
Abraço!
Isso é uma pergunta muita subjectiva! Talvez o mais correcto fosse questionares a Associação Portuguesa de Fisioterapeutas a ver que tipo de nomenclaturas eles possuem!
Já agora, penso que seria interessante depois partilhares os resultados desse teu questionário!
Abraço!
Prometido... Logo que tivermos os resultados, iremos partilhar pela comunidade do Fisiozone!
Ana Santos
10-02-06, 23:09
Existe uma pessoa que certamente lhe saberá dar uma resposta.
O Fisioterapeuta João Pedro Fonseca que trabalha no Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão.
Poderá telefonar para lá e perguntar-lhe (214608300).
Penso que falta uma área que são as tegumentárias.
Existe uma pessoa que certamente lhe saberá dar uma resposta.
O Fisioterapeuta João Pedro Fonseca que trabalha no Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão.
Poderá telefonar para lá e perguntar-lhe (214608300).
Penso que falta uma área que são as tegumentárias.
Obrigado pela ajuda. Só faltava mm essa área.
Cara Surays, já tem a conclusão do trabalho ?! Como mencionado anteriormente, acho que seria óptimo debatermos aqui o assunto!
Abraço!
Cara Surays, já tem a conclusão do trabalho ?! Como mencionado anteriormente, acho que seria óptimo debatermos aqui o assunto!
Abraço!
Caro Fportela. Não me esqueçi de colocar aqui os resultados. O estudo deverá estar pronto em meados de Maio. Prometo que todas as conclusoes serão aqui colocadas e acho que era interessante depois realizarmos um pequeno debate. :wink:
Abraço
AnaFrancisco
24-02-06, 09:12
Ola Soraia
1ºde tudo parabens pelo tema do trabalho! Também já me tinha lembrado disso e cheguei a fazer uma pesquisa na net..se tiveres interessada em ver se tens as fontes bibliográficas que arranjei manda mail ou fala no msn.
Vou tentar saber junto dos meus profs (alguns trabaham na APF) se sabem quais são as areas de intervenção. Interessa-te os grupos de interesse em Fisioterapia existentes na APF?
Jocas e bom trabalho!!!
Ass: Ana Francisco (whitewolf_ana)
Obrigao pela ajuda Ana. E sim tenho interesse nos grupos de interesse existentes na APF, nomeadamente os grupos GI Fisioterapia Cardio-Respiratória (http://www.apfisio.pt/gifcr) e GI Fisioterapia na Saúde da Mulher (http://www.apfisio.pt/gifsm).
Jokas
carlosguerreiro@sapo.pt
28-02-06, 15:39
Essa é uma questão mesmo muito subjectiva:
temos a traumatologia, ortopedia, neurologia, reumatologia, área cardiovascular, área respiratória, geriatria, pediatria, urologia, ginecologia e obstretrícia, medicina interna, até psiquiatria e dermatologia, entre outras, existe muita coisa, é uma questão de agrupar em poucos grupos!
Ana Santos
28-02-06, 22:37
Bem, eu falei do J.P.Fonseca pois ele é o presidente do Grupo de Interesse em Prática Privada e acreditem que ele sabe perfeitamente informá-la sobre a realidade portuguesa, americana, inglesa, autraliana, etc,etc,etc...
Aliás o João Pedro colaborou em praticamente TODOS os documentos elaborados pela APF.
A CSP tem no seu site os resultados de semelhante estudo. É muito interessante.
Obrigado Ana.
Já agora, podias-me dar o site e tambem como contactar com o Terapeuta J. P. Fonseca?
Obrigado pela ajuda
Ana Santos
01-03-06, 19:56
O site da CSP (Chartered Society of Physiotherapy), que é a Associação Inglesa de Fisioterapia, é especificamente: http://www.csp.org.uk/
Este site tem uma série de documentos muito importantes, relevantes, interessantes..e outros adjectivos que tais... sobre a regulação da profissão, prática privada, medidas de resultados, etc.
Nesse site, no endereço: http://www.csp.org.uk/director/workplaceissues/healthandsafety/workrelatedmsds.cfm
está toda a informação que eles disponibilizaram sobre este estudo.
Tem inclusivamente dois posters muito giros que aconselho, a quem tiver oportunidade, a imprimir (em folha A4 normal) e divugar.
O João Pedro é fácilmente contactavel no CMR-Alcoitão. Telefone: 214608300, extensão: 228. A melhor altura será entre as 9:30 e as 12 horas e entre as 13:00 e as 14:30h.
Podes dizer que fui eu quem te aconselhou a falar com ele.
Vitor Santos
09-04-06, 16:52
Caros Colegas depois de ler algo, que me pareceu muito a propósito, que acham deste copy/paste para defenir as áreas de actuação do fisioterapeuta.
Prevention
Recognition, Evaluation and Assessment
Immediate Care
Treatment and Rehabilitation
Organization and Administration
Professional Development and Responsibility Como li os posts anteriores queria fazer uma pergunta à colega Ana Francisco ( se ela quiser responder) . Quem são os seus professores que trabalham na Associação?
Como prometido aqui vai a discussão dos resultados do questionário.
Obrigado pela ajuda! :biggrin:
Discussão de Resultados
Os resultados obtidos da amostra em estudo, não podem ser generalizados para a população em geral, isto porque a amostra em estudo não constitui 10% da população alvo. No entanto, grande parte dos mesmos, coincidem com resultados de estudos realizados anteriormente por diversos autores já referidos anteriormente, incluindo os estudos de Holder et al, 1999, Cromie et al, 2000, Salik et al, 2004, Glover et al, 2005, Vilão et al, 2005, que serviram de base para o nosso trabalho.
É de facto uma realidade que a maioria dos fisioterapeutas da nossa amostra já sofreu algum tipo de lesão ocupacional (55,8% - n=29). Os resultados que obtivemos podem ser comparados com os que foram obtidos em estudos anteriores. No caso do estudo efectuado por Vilão et al, 2005, 58,5% (n=24) dos fisioterapeutas inquiridos, apresentavam algum tipo de lesão ocupacional. Em estudos realizados noutros países, os resultados são semelhantes aos por nós obtidos, contudo a amostra em estudo era significativamente maior. No estudo de Glover et al, 2005, 68% (n=1815) dos fisioterapeutas inquiridos apresentavam lesão. No caso do estudo efectuado por Cromie et al, 2000, cerca de 91% (n=488) dos fisioterapeutas inquiridos apresentava algum tipo de lesão ocupacional, no estudo realizado por Salik et al, 2004, 85% (n=102) dos fisioterapeutas inquiridos apresentava algum tipo de lesão e no estudo de Holder et al, 1999, 32% (n=415) dos fisioterapeutas inquiridos apresentava algum tipo de lesão ocupacional.
Apesar da percentagem que obtivemos no nosso estudo ser inferior, não nos podemos esquecer que a nossa amostra é de apenas 52 fisioterapeutas, 29 dos quais sofreram lesões. Isto pode explicar as diferentes percentagens, mas o facto, é que mesmo numa amostra reduzida e localizada, mais de 50% dos inquiridos sofreram lesão.
Conhecer a origem da lesão é um dos factores mais importantes, de forma a determinar os tipos de lesões que podem ocorrer na prática clínica da fisioterapia. As lesões mais citadas foram as lesões musculares, articulares e tecidos adjacentes, destacando-se as contracturas com 43,5% e as tendinites com 23,9%. Comparativamente com os outros estudos efectuados, Vilão et al, 2005 refere que o tipo de lesão mais frequente são as raquialgias, Holder et al, 1999 refere que são as entorses (28%) e o envolvimento do disco vertebral (18%) e Salik et al, 2004 destaca as tendinites com 21%.
Verificamos, no nosso estudo, que os locais mais propensos de ocorrer lesão são no dorso inferior (lombar/sacro) com 26,8% e a nível cervical com 18,3%. Comparativamente com o estudo de Cromie et al, 2000 e com o estudo de Glover et al, 2005, estes referem que as lesões também correm mais frequentemente ao nível da lombar, seguidamente ao nível da cervical e no estudo de Holder et al, 1999, este referem que os locais mais propensos de ocorrer lesão são no dorso inferior (lombar/sacro), seguidamente dorso superior (torácico), punho e mão, por fim Salik et al, 2004, referem dorso inferior (lombar/sacro), seguidamente, punho e mão.
Considerando as lesões sofridas pelos fisioterapeutas, torna-se importante reflectir sobre quais os factores que envolvem o fisioterapeuta na sua jornada laboral, que poderão estar na causa das lesões. Os factores mais identificados são: levantar um doente ou carga com 16,9%, seguidamente executar tarefas repetitivas com 15,5% e aplicar técnicas relacionadas com a fisioterapia com 14,1%. Estes resultados vão de encontro com a definição dos factores de risco das LER, que são a realização de movimentos repetitivos e a realização de força. Os nossos resultados coincidem com os obtidos por Vilão et al, 2005, onde identificaram os movimentos repetitivos e a realização de força, Glover et al, 2005 referem os movimentos repetitivos, seguidamente por trabalhar na mesma posição por um longo período de tempo e Holder et al, 1999, referem em primeiro lugar, transferir um paciente, seguidamente realizar carga e por fim Salik et al, 2004, referem executar força e manter a mesma postura por um longo período de tempo.
O ambiente envolvente do fisioterapeuta pode estar intimamente envolvido com a manifestação de lesão. Apesar de a amostra em estudo não estar distribuída homogeneamente, a maior prevalência ocorre ao nível dos fisioterapeutas que trabalham em ambiente de ginásio. Nós atribuímos este facto a pobres projectos ergonómicos, como por exemplo, marquesas inadequadas ao fisioterapeuta e falta de material de auxílio para a transferência de pacientes.
Em todos os estudos por nós analisados e também pelos nossos resultados obtidos, a maioria dos fisioterapeutas não foi ao médico devido à lesão. Estas descobertas sugerem que os fisioterapeutas tendem a auto-diagnosticar-se.
Bork et al (1996), por exemplo, encontraram uma pequena percentagem de fisioterapeutas que procurou o médico por sintomatologia músculo-esquelética. Uma das razões para isto foi que uma elevada proporção (61%) tratava a sua própria queixa ou recebia tratamento de um colega. Holder et al (1999) confirmam tais achados, que os terapeutas mais frequentemente realizam o seu próprio diagnostico e recebem ajuda para sua queixa de um colega especializado em lesões músculo-esquelética do que procuram um médico. Um problema que é invisível de ser ajudado, portanto o levantamento das lesões músculo-esqueléticos e a sua discussão nas comissões de saúde são indispensáveis para modificar tal situação.
Em resposta à lesão sofrida 52% dos fisioterapeutas no nosso estudo alterou os seus hábitos de trabalho devido à lesão, sendo mais prevalente, a necessidade de auxílio de outros elementos da equipa clínica. Isto indica que os fisioterapeutas sentiram necessidade de alterar os seus hábitos laborais de forma a prevenir ou diminuir o risco de uma nova lesão. Estas descobertas vão de encontro com os outros estudos anteriores. Existe a tendência para que os fisioterapeutas continuarem a trabalhar apesar das lesões por eles sofridas.
Apesar de todos os factores de risco e as lesões que envolvem a pratica da fisioterapia, apenas um inquirido equacionou a hipótese de mudar de emprego (3,4%).
Limitações ao Estudo
Relativamente às limitações deste estudo pode-se referir que a validade externa encontra-se comprometida, dado que a amostra foi selecionada por conveniência e não aleatoriamente, não podendo os resultados serem generalizados a população nacional de fisioterapeutas. Outro factor relaciona-se com o número reduzido de elementos da amostra. De salientar que não se obteve resposta de alguns dos Hospitais aos quais foram pedidas autorizações, pelo que não foi possível passar os questionários nos mesmos.
Outra limitação relativamente ao estudo, foi o facto de o questionário apresentar variáveis policutómicas, isto é, poderia ter sido escolhida mais que uma opção na resposta, não nos permitindo assim, correlações entre as diversas variáveis existentes no questionário.
Outra grande limitação, foi o facto de não obtermos uma população homogénea relativamente ao género e área de intervenção.
Outra restrição ao estudo foi o facto de não podermos comprovar que a lesão ocorreu em ambiente hospitalar, uma vez que a grande maioria dos fisioterapeutas realiza domicílios ou prática em clínicas.
Para futuros estudos sugere-se que seja realizado um questionário que focalize as respostas para uma variável (articulação, lesão, alteração dos hábitos laboarais, etc.) de forma a se poder correlacionar e verificar ate que ponto as variáveis poderão ser influenciáveis.
Tal como Holder et al, 1999, somos da opinião que deveriam ser realizados estudos direccionados para a determinação da eficácia de programas de intervenção que visam minimizar a incidência de LER em fisioterapeutas, como por exemplo, melhorar o espaço ergonómico, ensino de posturas de trabalho correctas e informar os fisioterapeutas dos possíveis factores de risco.
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