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View Full Version : Patologia referente ao Nervo Olfactivo



Adérito Seixas
07-10-04, 23:57
Já que temos estado a falar do 1º par craniano achei que seria interessante conhecermos alguns termos relativamente à patologia referente a ele. É importante definir alguns termos empregues na clínica neurológica tais como:
- Anosmia: traduz perda de olfacto
- Hiposmia: traduz uma diminuição do olfacto
- Paraosmia: traduz um perversão do sentido do olfacto

Uma anosmia unilateral não é reconhecida pelo doente. Já a anosmia bilateral é percebida, queixando-se o indivíduo, para além da incapacidade de reconhcer os odores, de uma perda de reconhecimento de grande número de sabores.
As causas mais importantes de patologia olfactiva são os traumatismos cranianos, as infecções do nariz e os tumores. Nós, Fisioterapeutas, iremos actuar mais nos casos de traumatismo craniano e em alguns casos de tumores que provoquem lesões a outros níveis.
Das infecções não é interessante falar mas os traumatismos cranianos podem causar anosmia, mais raramente do tipo bilateral. A causa directa poderá ser a fractura da placa crivosa do etmóide, ou o arrancamento dos feixes olfactivos que atravessam a lâmina crivosa em consequência de súbitos movimentos de aceleração transmitidos à massa encefálica.
Entre os tumores capazes de provocar anosmia sobressaem os meningeomas do sulco olfactivo. Estes meningeomas comprimem o feixe olfactivo e são causa frequente de anosmia unilateral de início incidioso. Com o crescimento do tumor pode eventualmente surgir anosmia bilateral e até perturbações oculares.
As lesões corticais raramente são causa de anosmia bilateral.
As alucinações olfactivas são sensações olfactivas de curta duração, geralmente de carácter desagradável, que ocorrem na ausência de estímulos objectivos e que se podem acompanhar de alterações da consciência. Estas alucinações podem proceder uma crise epiléptica, designando-se então a alucinação por “aura olfactiva”.

A. K. Afif e R. A. Bergman.(1998). Functional Neuroanatomy: Text and Atlas. McGraw- Hill

mfonseca
08-10-04, 03:20
Sem dúvida interessante, mas...
Falta a ref. bibliográfica, caro Manbeleth.
Um abraço
Marco

Adérito Seixas
08-10-04, 09:54
#-o oops... claro que sim, cabeça a minha.

A. K. Afif e R. A. Bergman.(1998). Functional Neuroanatomy: Text and Atlas. McGraw- Hill

Adérito Seixas
15-10-04, 23:44
Não sei se tinham essa ideia mas o sentido do olfacto permite não só reconhecer os odores, mas também é importante para apreciar os sabores pois o sentido do gosto apenas permite identificar os quatro sabores primários: doce, salgado, amargo e ácido.

Para avaliar o primeiro par craniano utilizam-se diversas substâncias que serão aplicadas a uma narina de cada vez e que o paciente tentará reconhecer.



Bibliografia: Os Nervos Cranianos - Anatomia e Correlações Anátomo Clínicas de Alf Brodal

Fysio
15-10-04, 23:54
Não sei se tinham essa ideia mas o sentido do olfacto permite não só reconhecer os odores, mas também é importante para apreciar os sabores pois o sentido do gosto apenas permite identificar os quatro sabores primários: doce, salgado, amargo e ácido.
Eu por acaso lembro-mo de ter feito algumas experiências nesse sentido. Tapar o nariz e colocar qualquer coisa na boca e depois tentar "adivinhar" o que era.. resultado.. os acertos foram de acordo com a probabilidade de atirar tudo á sorte.. eheh :lol:


Para avaliar o primeiro par craniano utilizam-se diversas substâncias que serão aplicadas a uma narina de cada vez e que o paciente tentará reconhecer.
Que substâncias? São sempre as mesmas?

Adérito Seixas
15-10-04, 23:58
Têm que ser substâncias que à partida o paciente reconheça em condições normais. Por exemplo, não devemos utilizar substâncias que o paciente nunca tenha percebido...