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View Full Version : Limitações financeiras na prática da fisioterapia desportiva



mfonseca
04-10-04, 11:02
Caros colegas,

Não sei se já sentiram isto na pele, mas quando trabalhava para algumas instituições desportivas, haviam sempre limitações financeiras que impediam a maximização do nossos serviços.
Gostaria que discutissem isto aqui no fórum e que apontassem alternativas para minimizar esse problema.

Saudações fisioterapêuticas,
Marco Fonseca

Adérito Seixas
04-10-04, 12:56
Se sentimos isso na pele??? Bem, eu trabalho com um grupo desportivo que pura e simplesmente tem uma marquesa e as minhas mãos (o que já não é mau)... não tenho um único aparelho de electroterapia. Mas foi dando para trabalhar e resolver os problemas. Se aparecia algum problema que eu via que não conseguia resolver encaminhava para uma clínica com a qual o clube tinha uma "convenção".

mfonseca
05-10-04, 14:40
Caro Manbeleth,

Muitos dos actuais clubes da 1ª Liga de Futebol, não tem um corpo clínico e um espaço onde podem desempenhar a 100% o seu papel. E estamos a falar de um desporto onde se investem grandes verbas para melhorar o plantel.
Na minha humilde opinião, para além dos aspectos técnico-tácticos, o mais importante no jogador profissional de futebol é estar fisicamente bem. De que vale um Mantorras!!! (que tem o passe avaliado em 40 milhões de Euros, segundo o Sr. Luís Vieira) se há dois anos que não joga?
Ainda por cima, o corpo clínico do Benfica é de excelentíssima qualidade.
Imaginemos agora outros clubes da 1ª Liga que não tem tantas posses financeiras!!!

A minha opinião é de que grande parte do tratamento deve ser executado como prevenção. E aí não necessitamos de aparelhos de electroterapia.
Mas quantos clubes nos deixam desempenhar o nosso papel (mesmo que justificado à luz da ciência!), retirando tempo de trabalho técnico-táctico, que já de si é curto?

Onde está o treino proprioceptivo, o ensino de como se deve cair, etc...
Bem fica à Vª consideração opinar sobre isto...
Marco Fonseca

Gonçalo Trafaria
05-10-04, 15:57
Concordo e revejo-me nas tuas palavras mfonseca.

Facilmente se geram atritos entre nós, Fisioterapeutas, e treinadores ou preparadores físicos. Poucos são os que nos vêem com ‘bons olhos’ quando damos sugestões de treino ou limitações ao mesmo. Para eles, nós servimos para recuperar, colocar em competição um atleta lesionado… de preferência o mais rápido possível.

Por vezes temos de ser duros e dizer “o atleta não joga, não está em condições” … ou … “será preferível ele jogar e depois agravar uma lesão para um trabalho de recuperação de varias semanas, ou meses.. ou poupa-lo uma semana?”, por vezes temos que lhes “abrir” a pestana. Os clubes e instâncias desportivas não nos têem pela importância que temos na recuperação, boa recuperação do ser humano que pratica desporto, neste caso atleta. Eles têem-nos pelos números de rentabilidade financeira que nós damos a esse mesmo clube. O atleta recupera mais rapidamente, logo torna-se mais rentável, independentemente se bem ou mal, isso é que importa a um clube, o atleta a render… jogar.

Quanto às limitações financeiras. Conforme o que disse anteriormente e no seguimento da ideia, estas instancias em muito acreditam que temos lasers, ultra-sons, rádio X, agulhas, antiflamatórios nos dedos. Quase que somos promovidos a Deus, o atleta vem para as nossas mãos, e sem recursos e quase por milagre nós temos de o colocar bom e pronto a competir. Se isto não acontece, rapidamente passamos de bestial a besta. É um trabalho ingrato, sem dúvida e só o gosto pelo desporto é que nos faz andar aqui.

Por outro lado, acho de extrema importância “o marcar uma posição”. Quando entramos para um clube, seja ele grande ou pequeno, com ou sem recursos, fazer-mos ver as nossas limitações, a necessidade de recursos e o nosso grau de rentabilidade face ao cenário que se apresenta. Muita gente não marca esta posição e trabalham em condições miseráveis, estão a pactuar com as mesmas, e quem virá a seguir terá de ter mãos para conduzir o mesmo barco.

Na medida em que a criação de um centro de reabilitação/clínica de um clube é para muitos algo impensável, a criação de convenções com clínicas é uma óptima alternativa. Temos um atleta lesionado e levamo-lo à clínica para usufruir dos seus recursos, com a mais valia que somos nós que o tratamos.

Não podemos deixar que nos moldem, temos de ser nós a molda-los.

Adérito Seixas
05-10-04, 21:00
A minha realidade, apesar de trabalhar num clube de 2ª divisão de um desporto que não envolve grande quantidade de €€€, até nem é má no aspecto das relações com o treinador. Eles respeitam a minha opinião e frequentemente me questionam acerca da viabilidade de colocar um ou outro atleta em campo, nesse sentido sempre estive bem. É claro que a pressão que exercem sobre mim para que "milagrosamente", como disse o Gonçalo, sem recursos, recupere os atletas é enorme.
Em relação à prevenção também acho que vou desempenhando o meu trabalho, práticamente não tenho entorses de tibio-társica (trabalho no vólei) para tratar pois os atletas e treinadores ouviram-me quando lhes disse que o trabalho proprioceptivo é fundamental. O meu problema são as lesões crónicas, que até já existiam antes de eu ir para lá, difícies de recuperar sem condições... mas com muita fé nas nossas mãosinhas lá temos andado.

Agora respondendo ao Marco, relativamente à falta de investimento na área clínica só posso dizer uma coisa... tens toda a razão... infelizmente mas tens toda a razão. Um clube gasta mais depressa as suas "economias" num novo jogador do que em material para melhorar a prestação de serviços do departamento clínico. São prioridades... mal definidas...

mfonseca
05-10-04, 21:06
De que custa falar... caro Manbeleth!
É o que o Ft. Gonçalo acima descreveu... "Temos que ser nós a moldá-los!"
Mas não posso deixar de concordar contigo, claro!
Marco Fonseca

Adérito Seixas
05-10-04, 21:50
Mas eu concordo com isso, "temos que ser nós a molda-los!" mostrando que somos capazes de opinar sobre os assuntos que eles estão habituados a decidir sozinhos.

Aleister Crowley
05-10-04, 22:13
Caros colegas

Infelizmente graças a ignorância colectiva de treinadores, directores, preparadores físicos e jogadores (pf, não pensem que estou a generalizar, utilizo a força da expressão), muitos acham, como já foi citado, que o fisioterapeuta é um mágico. Entretanto não podemos censurar, pois a mentalidade humana é assim, quando se é totalmente leigo numa área, neste caso a saúde, anceiasse por uma melhora rápida, no fundo é o que todos queremos.
No caso do desporto, principalmente o de alta competição, a questão fica muito mais complexa, pois, envolve muito $$$$, por isso que muitas vezes tomam-se atitudes estúpidas como encharcar um jogador com corticoterapia ou comprar outro jogador, ou comprarem jogadores a torto e a direito, ao invés de investirem mais e MELHOR nos que já se tem na casa. TODOS QUEREM VER RESPOSTAS RÁPIDAS!!!! E, colegas, sabemos que isto, infelizmente, nem sempre é possível.

Aleister Crowley
05-10-04, 22:56
Ooops....enCHarcar....Sorry Camões!!!

Fysio
06-10-04, 09:49
Aleister Crowley quando quizeres podes editar um tópico bastando para isso clicar em Edit no canto superior direito do teu tópico. :wink:

Jose Rocha
14-01-05, 19:42
Acho pertinente a questão do Marco. Antes do mais o Fisioterapeuta no Desporto deve ser um profissional com o maximo de disponibilidade, com conhecimentos da àrea, com gosto pelo que faz, investigador, facilidade de adpatação, com imaginação e sobretudo com poder da avaliação imediato.São conclusões que tirei ao longo de quase 22 anos ao serviço do desporto, não só, de alta competição como o da generalidade. E posso dizer que as condições de trabalho nunca são as satisfatórias, nem pode ser pois tão depressa podemos acompanhar uma equipa no seu local de trabalho, com as condições que conseguimos criar no estádio, pavilhão, pista,etc, como temos que acompanhar a selecções ou as equipas para um estágio, fora ou dentro do país e as condições variam sempre.
Posso afirmar que o FT no Desporto deverá no minimo possuir, uma marquesa, um compacto de electro portátil, mãos qualificadas, objectivos traçados e claro a mala.
Será que consegui provocar mais discussão?
Para rematar : será que o Redolfo Moura não tem as condições todas?
Nota : ele diz-se Ft não sei se será ou não...........................

Adérito Seixas
14-01-05, 23:31
Ora aí está uma boa e completa descrição do Fisioterapeuta do mundo do Desporto... eu entrei nesse mundo, mas recentemente saí precisamente porque não possuia um dos requisitos, infelizmente, porque é uma área que me fascina... a necessidade de rapidez de raciocínio, a adrenalina... adoro... mas a disponibilidade, ou melhor, a falta dela não me permite continuar...
Quanto ao Rudolfo Moura, tanto quanto sei não é Fisioterapeuta...

Vitor Santos
19-01-05, 01:17
Caros Colegas
O "Al Corão" do jornalismo Português (epiteto que eu proponho por dizer há tantos e tantos anos tantas verdades e tão explicitas) " Correio da Manhã " brindou os amantes do fenómeno Desportivo com mais um título para o Sr. Dr. Enfermeiro de Reabilitação Rudolfo Moura e que foi CINESITERAPEUTA.
Eu já não tenho paciência para gastar tempo e mails, pois como dizia o pai do meu conterrâneo e nosso colega José Alves Guerreiro " lavar a cabeça a burros é perca de tempo e gasto de champô", a enviar aos jornais correções aos títulos do Sr. , houve tempo em que fazia isso com regularidade e de forma sistemática, mas caros colegas façam-no por favor.
Mas os jornais são assim pedem sempre informações e discursos mesmo quando são cometidos erros calamitosos.
Mas hoje "O MAGO" como é conhecido nos meios futeboleiros não esteve mal de todo.
Este Sr. até fez um favor aos Fisioterapeutas Portugueses, pois se fez crer aos 3 grandes que um fisioterapeuta poderia valer , diz-se , + de 20000 euros mês , então por modéstia escuso-me de dizer quanto eu penso que valerei em cotação bolsistica. Esta é boa.
Mas meus amigos vocês viram para os braços de quem correu o Mantorras depois de marcar o 4º golo do Benfica, para quem não viu eu digo para os braços do "MAGO".
Por estas e por outras temos de dar a mão à palmatória , e olhar cada vez mais para o artigo publicado pela Associação Australiana de Fisioterapeutas em 2003 sobre a " perspectiva do paciente perante o fisioterapeuta" , a primeira qualidade que o paciente procura é a comunicação e os sKills "mãos de ouro " são a 4ª ou 5ª ( perdoem a imprecisão mas não tenho o artigo comigo neste momento e estou a citar de cor).
Achei muita graça ao Adérito quando diz "Ora aí está uma boa e completa descrição do Fisioterapeuta do mundo do Desporto" foi essa uma das tónicas do programa da 2 "o Fisioterapeuta do Desporto" assim como existe a "Segurança Higiene e saúde do Trabalho" pois que ; a meu ver, só quando as organizações forem melhoradas por aconselhamento directo de todos os intervenientes nas mesmas , poderemos nós os fisioterapeutas ser considerados pares ( estou a falar na globalidade dos fisioterapeutas não de casos especificos que com ou sem mérito, dado que o mérito é subjectivo, conseguiram ser pares).
Saudações do desporto.

Jose Rocha
19-01-05, 19:44
Como sempre, o trabalho efectuado no presente, é o mais dificil de ser reconhecido. A vida deve ser construida com objectivos futuros. Segundo o ditado " àguas passadas não movem moinhos." como tal os Fts tem tido ao longo dos anos lutas díficeis, tais como a integração na àrea do desporto. a qual foi identificada como Fisioterapeuta no Desporto.Se há colegas saturados de lutas, como desporto,clinica privada, osteopatia, terapias manuais,etc, penso que a saturação é normal," são muitos instrumentos ao mesmo tempo".Foi elaborado um documento "Perfil do Ft no Desporto" qual o objectivo? pensava eu, que se iria trabalhar numa especialização , mas não... Não é possivel estruturar um Curso de Pós Graduação em Fisioterapis no Desporto ou uma Licenciatura em Fisioterapia no Desporto ?
Estou a divagar...talvez não ,a realiaede é que os FTs são profissionais qualificados, reconhecidos e homologados pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Saúde, para trabalhar em contacto directo com os pacientes,atletas,doentes,........etc ,avaliando, programando e defenindo os objectivos.
O exercicio da profissão terá que ser sempre em contacto directo com o paciente...,...,..., e não por trás de uma secretária escrevendo recados em papel timbrado.

Em relação ao Rudolfo Moura tenho a dizer que uma das indicações para os atletas que lhe passam pelas mãos, nem que seja a fazer festas ou a injectar ou a conversar é que sempre que marquem um golo devem dirigir-se a ele....
Sabem qual a razão que ele abandonou FCP e o SCP?
SERÁ QUE LHE FOI EXIGIDO A CARTEIRA PROFISSIONAL?

Adérito Seixas
19-01-05, 23:33
Não me parece que tenha sido esse o motivo para que o cinesiterapeuta, como lhe chamaram hoje no JOGO (que li enquanto estava na esquadra, sempre aproveitei o tempo enquanto esperava para ser atendido e participar uma ocorrência menos boa :lol: ), tenha saído do FCP. Não creio que eles queriram saber se é fisioterapeuta ou é enfermeiro ou é cinesiterapeuta ( :lol: esta é demais), eles querem é trabalho e resultados... eu penso que foi o velho motivo €€€€€€€
Eu penso que o modo de actuação do Ft do Desporto é um pouco diferente... exige mais... não só disponibilidade mas trambém rapidez de raciocínio entre outros. Eu no vólei tinha que decidir se o jogador ficava em campo ou era substituído e tinha que o fazer o mais rápido possível, por vezes era complicado... e muitos de nós somos O corpo clínico do clube...

Jose Rocha
25-01-05, 18:40
Caro Zé
Vou deixar as transcrições do teu post noutra letra para ser mais identificáveis

tais como a integração na àrea do desporto. a qual foi identificada como Fisioterapeuta no Desporto.
Tu queres concerteza dizer área da fisioterapia no Desporto.Não é?

"Perfil do Ft no Desporto" qual o objectivo? pensava eu, que se iria trabalhar numa especialização , mas não... Não é possivel estruturar um Curso de Pós Graduação em Fisioterapis no Desporto ou uma Licenciatura em Fisioterapia no Desporto ?
Como tu bem sabes há imensa gente que estando no Desporto não é isso que gosta de fazer e basta estarmos atentos e seguir tanto os anos de permanência nesta área de intervenção como os currículos académicos para perceber que só por aqui passaram enquanto não tiveram mais nada que fazer,por isso é que as coisas não evoluem.:wink:

Estou a divagar...talvez não ,a realiaede é que os FTs são profissionais qualificados, reconhecidos e homologados pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Saúde, para trabalhar em contacto directo com os pacientes,atletas,doentes,........etc ,avaliando, programando e defenindo os objectivos.
Só uma pequena correção o Ministério da Educação homologa os cursos e o Departamento de Modernização dos REcursos da Saúde do Ministério da Saúde homologa(não sei se se pode realmente assim dizera) a minha Cédula Profissional Nº C-007418078:biggrin: (Penso que é assim mas se não for façam as correções necessárias.

O exercicio da profissão terá que ser sempre em contacto directo com o paciente...,...,..., e não por trás de uma secretária escrevendo recados em papel timbrado.
Mas já temos gente dessa e de fato e gravata na nossa profissão?Também são precisos pois geralmente é a esses que perguntam opiniões não a nós do contacto directo.E que o diga eu e os outros 8 fts da clinica que na época passada fizemos cerca de 1500 treinos e 500 jogos.

SERÁ QUE LHE FOI EXIGIDO A CARTEIRA PROFISSIONAL?
Sabes bem que no Desporto ninguém pede nada a ninguém. Já viste alguma federação ou clube abrir concurso para os seus quadros de saúde. Se alguém tem conhecimento que me diga pois gostava de saber como foi e se o tal concurso existiu fico muito contente.
Esse é um dos problemas da ordem dos fisioterapeutas. É que quando ela existir só terá poder sobre os seus inscritos e podes ter ao teu lado um massagista a roubar-te o "pão da boca" e ser intocável. Pois que, como sabes, não tens exclusividade de práticas em quase nenhum pais do mundo.:cry:
Aigo Vitor

Antes de mais gostaria de te agradcer a correcção texto:rolleyes: , mas nunca fui grande barra a escrever " prosa ", Acho que sou melhor na prática,:lol: mas de qualquer modo vou tentar aprefeiçoar-me, -" burro velho não aprende línguas".
Estou de acordo em relação à tua analise.:cool:
Mas não me esqueço que existe um GIFD, que poderia debruçar-se um pouco mais com o reconhecimento dos Fts no desporto.:shock: Não concordas?
Mudando de assunto, tu que és um Homem bem informado, será que me podes dizer se a o Aviso nº 1352/2002(2.- série).de 14 de Janeiro de 2002, que publica o Manual de Boas Práticas de Medicina Fisica e de Reabilitação não foi já revogado? Penso que é o Dec Lei é o 500/99 de 19 de Novembro. Estou um pouco baralhado, porque na altura deste Aviso houve bastante discussão.
De momento tenho um documento para analisar e comentar relacionados com o projecto de Reestruturação do Seviço de Medicina Fisica de Reabilitação do Centro Nacional de Medicina Desportiva e o documento baseia-se muito no Aviso referido.

Jose Rocha
25-01-05, 18:52
Aigo Vitor

Antes de mais gostaria de te agradcer a correcção texto, mas nunca fui grande barra a escrever " prosa ", acho que sou melhor na prática, de qualquer modo vou tentar aprefeiçoar-me, -" burro velho não aprende línguas".
Estou de acordo em relação à tua analise.
Mas não me esqueço que existe um GIFD, que poderia debruçar-se um pouco mais com o reconhecimento dos Fts no desporto. Não concordas?
Mudando de assunto, tu que és um Homem bem informado, será que me podes dizer se a o Aviso nº 1352/2002(2.- série).de 14 de Janeiro de 2002, que publica o Manual de Boas Práticas de Medicina Fisica e de Reabilitação não foi já revogado? Penso que é o Dec Lei é o 500/99 de 19 de Novembro. Estou um pouco baralhado, porque na altura deste Aviso houve bastante discussão.
De momento tenho um documento para analisar e comentar relacionados com o projecto de Reestruturação do Seviço de Medicina Fisica de Reabilitação do Centro Nacional de Medicina Desportiva e o documento baseia-se muito no Aviso referido.

Vitor Santos
12-02-05, 01:54
Embora já passem uns dias do post #13 de 19/1/2005 em que eu abordava a temática da Fisioterapia no Desporto versus Fisioterapia do Desporto ( como ando muito de moto e não posso ouvir música ou falar ao telemóvel) vou-me entregando às minhas cogitações.
Tenho a impressão que somos os únicos na Europa quiçá no Mundo que fazemos fisioterapia no Desporto e não fisioterapia doDesporto e senão vejamos:
Língua Inglesa Sport´s Physiotherapy o possessivo dos ingleses não deixam margem de dúvida à tradução.
Lingua Francesa Kinésiterapie du sport não vale a pena traduzir.
Lingua Espanhola fisioterapia del deporte também não traduzo.
Quanto à lingua mais falada do mundo lamento o meu desconhecimento lol.
Como em todos os meus posts se não concordarem ou esteja a ver mal este "problema" digam.

Fysio
12-02-05, 12:48
Quanto à lingua mais falada do mundo lamento o meu desconhecimento lol.Qual é a lingua mais falada no mundo?

Quanto á fisioterapia no desporto ou fisioterapia do desporto, eu na minha opinião penso que se deve apenas á forma de dizer/escrever o que se faz... porque em termos práticos deve ser o mesmo, não?

Vitor Santos
12-02-05, 21:00
Agora só tenho tempo de responder à 1ª questão a lingua mais falada do mundo é o chinês "mandarim" ( fui às ferramentas de tradução do Google para vos pregar uma partida mas não consegui nada).

Francisco Neto
13-02-05, 03:56
Na China diz-se 體育的物理療法 e não 物理療法在體育.

Francisco Neto
13-02-05, 04:11
Tenho a impressão que somos os únicos na Europa quiçá no Mundo que fazemos fisioterapia no Desporto e não fisioterapia doDesporto

Será assim tão importante a nomenclatura? Lembro que uma revista bastante conceituada nessa área chama-se "Physical Therapy in Sport", o que dispensa tradução.
Noutros países, também há uma certa confusão no termo a usar, embora a nomeclatura mais utilizada seja Fisioterapia do Desporto.

Adérito Seixas
13-02-05, 15:25
A nomenclatura é um aspecto que podemos ou não dar muita importância... eu acho que devemos tentar, pelo menos, utilizar os termos mais correctos (não estou a dizer que o termo fisioterapia no desporto é incorrecto, longe disso...), é como a questão da rotação medial e rotação interna ou da rotação lateral e externa.

Francisco Neto
13-02-05, 17:02
Claro que deveria haver uniformidade na terminologia a usar. Mas parece-me que, na Fisioterapia, é uma missão quase impossível. Uma hipótese seria utilizar a nomenclatura proposta pela WCPT, que sugere o termo Fisioterapia do Desporto. Mas não é só no nosso país que existe esse problema, nem só na área do Desporto.

Vitor Santos
13-02-05, 17:11
Parabéns pela pesquisa Francisco Neto, pode saber-se onde a foi buscar?Isto porque tenho uma namorada chinesa e queria escrever-lhe lol .
A questão da terminologia é importante pois que ainda não foi bem explicado que fazer ultra sons num atleta não é fazer fisioterapia do Desporto assim como fazer ultra sons num geronte não é fazer fisioterapia geriátrica e ser fisioterapeuta da Portugal Telecom ( como fui) não tem saberes acrescidos que desperdice em ser fisioterapeuta do BAC ( como sou).

Francisco Neto
13-02-05, 17:28
Usei o altavista, Vitor. Aproveite a dica e escreva-lhe um email no dia de S. Valentim! :)
Concordo que deve haver uniformidade na terminologia a utilizar. Mas esse é um aspecto que não reune consenso em Portugal nem em outros países. Como disse antes, julgo que se deveria utilizar a terminologia adoptada pela WCPT.

Adérito Seixas
14-02-05, 13:36
Procurei pela net mas não encontrei nenhum documento que fale da terminologia adoptada pela WCPT. Tens isso Francisco?

Fysio
14-02-05, 23:25
Procurei pela net mas não encontrei nenhum documento que fale da terminologia adoptada pela WCPT. Tens isso Francisco?
Parece-me que é isto:

http://www.wcpt.org/common/docs/WCPTPolicies.pdf

Agora não tive muito tempo para ler.. mas pelo que li disso, é basicamente os direitos e os deveres dos fisioterapeutas e dos pacientes.. deve ser isso...

Depois confirmem-me por favor

Adérito Seixas
14-02-05, 23:32
Acho que não Fysio...

Francisco Neto
15-02-05, 01:41
Baseei-me na nomenclatura adoptada pela WCPT para o sub-grupo de Desporto, que é International Federation of Sports Physiotherapy.

Jose Rocha
16-02-05, 23:06
É importante que todos os Fisioterapeutas que trabalhem directamente ( acompanhamento longitudinal ) com atletas, pelo menos durante 3 anos , se pronuncie de como se sentem : FTs no desporto ou FT do desporto." onde estás CAMÕES?"
Um FT que trabalhe durante anos com crianças será considerado como?........de pediatria ou na pediatria!!!!!
A especialidade,licenciatura, pós graduação, mestrado, etc consegue-se através do tempo, dos artigos, trabalhos de investigação e da recuperação que os Fisioterapeutas do desporto estão conseguindo atingir.
Provas essas que se tem de transmitir aos futuros FTs do Desporto....
Deixamo-nos de discutir " merdomices" e passemos ao seguinte...
Será que é dificil programar uma licenciatura, mestrado, doutoramento, etc de Fisioterapeutas no desporto ?
FTs do Desporto a união faz a força

Vitor Santos
17-02-05, 01:06
Meu velho será sempre " Um Ft de pediatria" pois que " Um Ft na pediatria" parecia o título de um filme AHAHAHAHAHAHAHAAH!
Abraços Zéi

Jose Rocha
01-03-05, 23:51
O tema em discussão "Limitações financeiras na prática da fisioterapia desportiva" parece-me interessante polémico e actual, proponho prepararmo-nos para dia 05 de Março de 2005 ( Sábado ) - Fisioterapia em expansão -, para a mesa redonda sobre empregabilidade- Moderador, Telmo Firmino
Empregabilidade no desporto - José Esteves

Jose Rocha
14-03-05, 22:33
Não tivemos oportunidade para discussão.Houve grandes atrasos e apenas 3 pessoas intreviram.
A messagem do Ft José Esteves foi muito fora do ambito da discussão, confusa e mais, para uma asembleia de futuros Fts, não transmitiu o que na realidade é aceitável e reconhecido pela maioria dos clubes federações.

Fysio
14-03-05, 23:02
não transmitiu o que na realidade é aceitável e reconhecido pela maioria dos clubes federações.ou seja...

Adérito Seixas
14-03-05, 23:12
Eu fiquei um pouco com essa sensação... mas pronto, podia ter sido impressão minha, mas pelos vistos outros ficaram com a mesma ideia.
Foi uma pena não ter existido discussão já que algumas prelecções demoraram demais... foi pena, mas pode ser que apareçam outras oportunidades.
Nas questões da empregabilidade gostei muito da primeira prelecção, do presidente do GIPP

mfonseca
15-03-05, 14:42
Penso que a nomenclatura correcta será FISIOTERAPEUTA DO DESPORTO. Contudo como ainda não existe licenciatura ou pós-graduação em Fisioterapia Desportiva, o que poderá significar que a nomenclatura actualmente a ser utilizada será FISIOTERAPEUTA NO DESPORTO.
E isto poderá ser observável pela parca quantidade de fisioterapeutas a trabalhar em Fisioterapia Desportiva.

Abraços,
Marco Fonseca

Vitor Santos
15-03-05, 22:17
Adérito meu fêquêpê

Não foi o presidente do GIPP que falou.

Vitor Tolda Santos
Vice Presidente do GIPP para as Relações Internacionais :lol:

Fysio
15-03-05, 22:53
FCP... que desilusão...

Vitor Santos
16-03-05, 01:16
O que eu penso que o José Luis Rocha quer dizer acerca da comunicação do Ft. José Esteves fez foi que esta não é transponível para a realidade portuguesa.
Só para dar um exemplo: um dos estudos que merecem actualmente maior discussão a nível da CSP é a do “acesso directo em fisioterapia” . Duas ilustres colegas escocesas estão a tentar provar que o acesso através dos “ G. P. “ nossos clínicos gerais, deverá ser posto de parte podendo os Fts “pegar” no doente sem referenciação.
Ora isto é muito bonito em terras britânicas com um leque de 70% ou mais de Fts na pública.
Isto ficou provado, pois na discussão do documento na reunião da IPPA em Novembro passado, os delegados da Bélgica, Alemanha ( se a França estivesse presente seria igual) e Portugal com Fts maioritariamente na privada, foi defendido que o encaminhamento via Clinico Geral ( quando referimos clinico geral significa que qualquer médico poderá pedir fisioterapia) é prioritário, pois para a profissão subsistir não poderemos pôr de parte a melhor rede de referenciação de doentes em Portugal( no nosso caso) .
O Ft, José Esteves apresentou um estudo muito bonito para um Ft que deixe o hospital numa 6ª feira à tarde (ou noutro dia com dispensa de serviço) e vá integrar um estágio de selecção.
A realidade portuguesa tem a ver com a própria realidade desportiva nacional (maus dirigentes e sem formação, falta de estruturas , falta de organização , etc. ) .
Claro que a experiência do Ft. José Esteves poderá estar um pouco enviesada dada a relativa experiência que tem nesta área ( intervenção em equipas ) tanto sob o ponto de vista temporal como diferenciado e dado que nunca deveremos , a meu ver , fazer um “by pass” directo entre a valência desportiva da equipa e a valência do técnico de saúde que aí trabalha . Já vi excelentes trabalhos em equipas de 2º plano e péssimos em grandes equipas pois que quem nos avalia na maior parte das vezes é o tal dirigente sem formação ou o treinador amigo. Comigo tem sido sempre assim por mais que eu lhes diga que têm de abrir concursos.
O Ft português . a meu ver , tem de ser um par de pleno direito com os outros elementos do staff técnico e deve dar aconselhamentos de gestão e intervenção no local onde está inserido. Deve deixar de ser um mero executor de ligaduras funcionais ou de programas de prevenção de lesões. Deve ser um decisor nas políticas que a equipa quer levar a cabo. Daí que eu ache que não somos “Fts no Desporto “ ( pois parece que não há simbiose com o meio onde estamos , com individualização de competências) mas devemos ser “ Fts do Desporto” munidos de um conjunto de saberes que nos individualiza (sem pretenciosismos ) das outras acções que os colegas têm noutras áreas.

Jose Rocha
16-03-05, 18:15
Ok Victor. isto porque tambem não sei qual a realidade desportiva do Ft. José Esteves.
Já agora aproveito para copiar um artigo que escrevi para a revista "Treino Desportivo" a sair em Abril e que vai de acordo com o que escreves "O Ft português . a meu ver , tem de ser um par de pleno direito com os outros elementos do staff técnico e deve dar aconselhamentos de gestão e intervenção no local onde está inserido. Deve deixar de ser um mero executor de ligaduras funcionais ou de programas de prevenção de lesões. Deve ser um decisor nas políticas que a equipa quer levar a cabo."
Eu abordei assim:"Todo o treino deve ser programado de acordo com os princípios e as regras definidas para a elaboração de uma sessão de treinos ou de um exercício. Os erros de planeamento de treino, porém, são os maiores responsáveis pelas lesões desportivas (60%). Estes erros, geralmente, são causados por: quantidade inadequada de intensidade, técnica inadequada à execução e avaliação das capacidades e/ou necessidades do atleta. O treino que se aplica a um atleta é um produto das variáveis: frequência, intensidade e duração. Cada período de treino (preparatório, competição intermediário) tem sua quantidade específica, previamente determinada segundo o desporto e respectivo calendário.
Organizar e quantificar um trabalho de treino é a melhor forma para que treinadores, médicos e fisioterapeutas falem a mesma linguagem visando identificar pontos de risco neste cronograma de treino, evitando tanto o super treino ou o mal condicionamento, ambos muito frustrantes para toda a equipe. Existem três aspectos básicos quando se discute treino: força muscular, flexibilidade articular e capacidade cardio-respiratória.[B]
Que tal percebe-se?

Vitor Santos
17-03-05, 00:05
Grande José
Eu só faria 2 ressalvas quando citaste os 60% eu referiria a fonte de onde tiraste a informação. E quando citaste "frequência, intensidade e duração" perguntaste aos do treino desportivo se duração não é também frequência? Eu não sei daí a pergunta. Só para que não apareça depois um "expert" a denegrir.
Abraços
vitor

Jose Rocha
17-03-05, 16:15
Vitor:
Por acaso em Fisioterapia nós temos bons modelos que nos fazem destinguir o que é, a duração, a intensidade e a frequência, para te relembrar apena de dou o exemplo de uma corrente de média frequência : duração intensidade e frequência será que não é adaptável no treino desportivo? Ora vejamos : "O treino deverá ser um processo continuo, mas terá que ser sujeito a uma certa alternância que garanta a recuperação organica após a aplicação de uma carga ou de um cnjunto de cargas. Assim torna-se fundamental planear a recupeação no contexto global do treino desportivo, não só na própria unidade de treino e após a mesma mas também nos microciclos e macrociclos. Em principio só devemos aplicar uma nova carga depois de termos a certeza de que o atlta recuperou da carga anterior.Se este intervalo não for respeitado podemos originar situações de sobretudo ou fadiga de instalação progressiva, com o consequente mau rendimento desportivo.No entanto em alta competição usam-se por vezes, cargas intensas durante dias seguidos, com esgotamento total das reservas energéticas, seguindo-se um període de descanso activo, fazendo com que os fenómenos de supercompensação superem largamente o estado anterior. "
Se avaliares bem tens aqui as três componentes.
Aquele abraço amigo
José Luís Rocha

mfonseca
19-03-05, 20:14
Caríssimos,

Não posso deixar de concordar com o Ft. Vitor Santos.

Citando:
"Daí que eu ache que não somos “Fts no Desporto “ (pois parece que não há simbiose com o meio onde estamos , com individualização de competências) mas devemos ser “ Fts do Desporto” munidos de um conjunto de saberes que nos individualiza (sem pretenciosismos) das outras acções que os colegas têm noutras áreas."

E caros colegas, não é somente problema da fisioterapia. É também da psicologia, da nutrição, etc...
Exige-se um "expertise" em Fisioterapia Desportiva.

Vitor Santos
20-03-05, 02:36
José Rocha
A minha pergunta só tinha como fim que o teu artigo saia para fora do grupo de fts sem máculas.
Não dei opinião porque não tenho certezas só quis saber se tu tinhas falado com especialistas na matéria.
Se tens a certeza dá-lhe forte.
Um abraço
Vitor Tolda

Giovanna
29-04-09, 21:11
Boa tarde pessoal
Sou aluna de Fisioterapia e estou fazendo um trabalho na área de fisioterapia esportiva
Estou com alguma dificuldades , e a principal delas em saber quais são os aparelhos usados nos tratamentos nos atletas e as principais lesões
Se puderem me ajudar em algo , muito obrigada.
:biggrin: