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View Full Version : Perturbações da Marcha e Quedas no Idoso



Fysio
03-10-04, 14:10
Perturbações da Marcha e Quedas no Idoso

O aumento do tempo de vida das populações que se tem vindo a verificar nas últimas décadas tem levado os neurologistas a confrontarem-se frequentemente com os problemas neurológicos ligados à idade...[+] (http://www.otoneuro.pt/forum5.htm)


Autor: Dra. Maria Helena Coelho

az
05-10-04, 14:12
um tema bem interessante...as quedas e o envelhecimento.

uma sugestão...no quarto dos idosos deixem sempre uma luz de presença. imaginem porquê?
az

rita afonso
07-12-04, 11:16
Já que o desequilíbrio e a queda são provocados por tantos factores, como podemos ajudar os idosos a prevenir as quedas? O meu avô tem 70 anos, ainda tem alguns reflexos, mas tem uma artrose na anca esquerda e a direita para lá caminha, mas a idade não ajuda e cada vez está pior, como posso ajudá-lo na prevenção de quedas já que ele roda em bloco e ao descer escadas quase não movimenta a perna esquerda?

Carlinha
10-12-04, 21:14
um tema bem interessante...as quedas e o envelhecimento.

uma sugestão...no quarto dos idosos deixem sempre uma luz de presença. imaginem porquê?
az
por que Az ?:rolleyes:

maryni
10-12-04, 21:27
por que Az ?:rolleyes:Carlinha, penso que Az é a assinatura do... Az!:rolleyes:

rita afonso
11-12-04, 15:02
Carlinha, penso que Az é a assinatura do... Az!:rolleyes:Penso que a Carlinha não estaria a perguntar pk o Az se assina Az, mas por que razão devem os idosos deixar uma luz de presença. Por que se já eles são capazes de fazer fracturas e cairem sozinhos com luz, às escuras ainda pior! :wink:

Fysio
11-12-04, 15:06
Penso que a Carlinha não estaria a perguntar pk o Az se assina Az, mas por que razão devem os idosos deixar uma luz de presença. Por que se já eles são capazes de fazer fracturas e cairem sozinhos com luz, às escuras ainda pior! :wink:Ora nem mais :wink:

como podemos ajudar os idosos a prevenir as quedas? O meu avô tem 70 anos, ainda tem alguns reflexos, mas tem uma artrose na anca esquerda e a direita para lá caminha, mas a idade não ajuda e cada vez está pior, como posso ajudá-lo na prevenção de quedas já que ele roda em bloco e ao descer escadas quase não movimenta a perna esquerda?Penso que ter as condições em casa adequadas á sua deambulação e fazer alguma fisioterapia o poderão ajudar.. mas de qualquer das formas deixo esse assunto para os fisioterapeutas :cool:

Também estou interessado em saber.. :rolleyes:

rita afonso
11-12-04, 16:25
O médico dele deu-lhe umas fotocópias de uns exercícios para fazer na cama. A casa dele tem algums escadas exteriores (mas têm corrimão, menos mal), depois é muito simples por dentro, acho que não tem muitos impecilhos. Eu acho as artoses tão tristes. Qd as pessoas têm tempo para elas ficam com dores que só passam com próteses. A ginástica que fazem para evitar a artrodese não ajuda nd a artrose em si...penso eu.

Helder Fonseca
12-12-04, 14:42
Respondendo à pergunta do az....

Com o envelhecimento existem alterações degenrativas no sistema vestibular, que são visíveis no neuroepitélio, no nervo e núcleos vestibulares, em áreas do vestíbulo-cerebelo e em especial nos otólitos (órgãos responsáveis pela detecção da aceleração linear e gravidade), onde existe uma dininuição do número de cílios receptores (Lalwani, 1994).

Também existem alterações no controlo oculo-motor (no sistema de perseguição fina) (Denner, 1994), bem como no "gain" (Razão entre o movimento dos olhos e a amplitude movimento da cabeça) (Goebel, Hansel & Fishel, 1994; Mulch & Peterman, 1979; Paige, 1992; Peterka et al., 1990a, 1990b).

O Sistema somatosensorial também está afectado, havendo também alterações significativas no controlo postural, diminuilções significativas de força torque e sensibilidade. (Alexander, 1994)

Também foi estudado o efeito da idade no controle postural, bem como os seus efeitos na incidência de quedas e da prevalência de patologias/incapacidades a elas associadas, contudo não foi estabelecida nenhuma relação directa causa/efeito.
Em conclusão, o envelhecimento afecta os três sitemas (somatosensorial, vestibular e visual) que regem o equilíbrio, logo quando um deles falta, os outros compensarão. Se o idoso se encontra com uma diminuição da percepção vestibular e somatosensorial, o sistema visual não deveria ser privado, daí a necessidade de andarem em locais bem iluminados.

Helder Fonseca
12-12-04, 14:49
Qd as pessoas têm tempo para elas ficam com dores que só passam com próteses. A ginástica que fazem para evitar a artrodese não ajuda nd a artrose em si...penso eu.
Acho que este caso poderá passar mesmo pela cirurgia. As próteses totais da anca geralmente resultam muito bem. Para já o importante mesmo é fazer algumas adaptações na casa, como a colocação de barras de protecção em locais elevados, remoção de todos os objectos que estejam no meio de passagens frequentes ou que possam causar tropeções ou escorregadelas, e a colocação de piso anti-derrapante em superfícies derrapantes.

Depois passa um pouco pelos exercícios de mobilização, ou outros que o ajudem a diminuír a dor. Quanto à falta de equilíbrio.... A reabilitação nestes casos requer um estudo mais cuidado, mas a compensação da falta de percepção vestibular passa por exercícios de "perseguição fina" e correção da postura. Também seria aconselhável a manutenção de um programa de actividade física (como o andar), se a patologia a tal o permitisse.

rita afonso
14-12-04, 16:03
O meu avô não quer ir à faca, pois sabe que se correr mal pode ficar acamado, dp não anda nem com dores nem sem dores. Ele ainda está muito lúcido e gosta de ir para a aldeia tds os dias a passear e cuidar das terras dele, trata dos castanheiros e do rebanho de ovelhas e anda entretido lá, ele diz que quanto mais anda, menos lhe dói. Como a esperança de vida da família dele costuma ser grande, eu acho que ele ainda aguenta alguns anos sem prótese. Só tenho medo que lhe aconteça alguma coisa que possa pior a artose. beijinhos

Carlinha
14-12-04, 17:05
pois é isso mesmo Rita !!! =)
mas talvez ficou a dúvida porque não coloqueri uma orelhinha ali depois do "por que"... ai bolas...

Carlinha
14-12-04, 17:10
Rita, mas se ao invés de exercícios, substituíssemos por ATIVIDADES OCUPACIONAIS, onde ele pudesse realizar os tais exercícios, sem notar que são os tais exercícios chatos que ele pensa ?
É uma idéia não ?
Ao pastoreas com as ovelhas, alguém pode ajudá-lo de forma que ele complete toda uma série...

beijokas...
Carla

ET.: dê notícias sobre ele !

rita afonso
14-12-04, 19:58
Ele não pensa que são chatos, ele interessa-se muito por anatomia, sabe exactamente o que tem e que exercícios tem que fazer, não acha chatos, sabe que é para o bem dele. Ele não é pastor, o meu pai na aldeia é que tem lá um rebanho e o meu avô abre-lhes a porta para comerem a erva daquele terreno (está vedado, não anda com elas de um lado para o outro).
Não te preocupes com a orelhinha, era só para se meterem contigo. beijinhos

Adérito Seixas
16-12-04, 20:03
Desculpem quebrar a o ciclo de respostas mas encontrei este artigo que me despertou a curiosidade... leiam porque amanhã ou depois vou tirar daqui o artigo.

Helder Fonseca
19-12-04, 14:15
Parece-me Um meio um pouco extremo. Além do mais, não se esqueçam que neste país ainda não há condições suficientes para deambulação para pessoas deficientes, na maioria das infraestruturas.

P.S.: Já repararam como eles aparecem sempre contentes nas fotos??? :lol:

Adérito Seixas
19-12-04, 15:22
É um meio extremo sim senhor mas que pode dar alguma autonomia a algumas pessoas que de outra forma não se poderiam deslocar... eu sei que em Portugal ninguém andariac com o Walkabout na rua devido à mentalidade portuguesa do "coitadinho" mas acho que é uma mediada interessante.

rita afonso
27-12-04, 17:03
podias voltar a pôr o artigo ou enviar-mo em msg privada? já cheguei tarde para o ver. obrigada.

Adérito Seixas
27-12-04, 18:57
Já foi por mail :wink:

rita afonso
30-12-04, 22:41
obrigada!

fisiomil
12-01-05, 10:26
Se alguém me pudesse enviar uma dica sobre Exercícios de Estimulação Labirintica agradeço. A maioria são utentes de avançada idade.
Fisiomil

fisiomil
12-01-05, 10:45
"Exercícios de perseguição fina"???????
Fisiomil

fisiomil
12-01-05, 12:40
Cheguei tarde a este forum mas com persistência já obtive respostas à maoir parte das minhas dúvidas não há dúvida que a Fiziozone fazia falta.
fisiomil

Helder Fonseca
22-01-05, 14:58
Se estás a falar de exercícios de melhoria de equilíbrio para idosos poderei ajudar...

Quando tiver um livro em minha posse, mando para aqui uma resposta...

mfonseca
22-03-05, 18:24
Ainda estamos à espera, Viciouzzz... :wink:
Será que poderias disponibilizar em formato PDF, caso não exista abrangência de direitos de autor, o mapa de raciocínio clínico em perturbações labirínticas???

Marco Fonseca

ftnunosilva
25-03-05, 02:11
Também queria ver isso...

mfonseca
26-03-05, 12:19
Está excelente! Um pequena tabela de percursso dicotómico SIM-NÃO, mas com tudo o que é necessário despistar para alterações labirínticas.
Mt bom, mesmo!

Helder Fonseca
26-03-05, 16:14
Quanto à tabela de raciocínio clínico não a posso fornecer até pedir autorização à Susan Herdman, já que ela "desenhou" aquela tabela para os alunos do curso de reabilitação vestibular. Vou ver se lhe envio um mail.

Respondendo à pergunta do Fisiomil acerca dos "exercícios de estimulação labiríntica" não existe tal coisa (pelo menos no meu conhecimento).
A reabilitação vestibular não passa pela melhoria da condição do sistema vestibular, já que as células ciliadas, não regeneram.
A reabilitação vestibular passa pela habituação a estímulos que causam sintomas de tonturas/vertigem (ver Motion Sensitivity Quocient, SHEPARD, N., et al.), exercícios de adaptação do reflexo vestíbulo-ocular (ROV), para melhoria/reprogramação da fixação da visão; e exercícios de substituição, para "aprender" a usar os estímulos visuais e somatosensoriais, na ausência/deficiência de estímulos vestibulares.

Num indivíduo idoso, com comprometimento multisensorial, é necessária uma avaliação cuidada (uso de escalas como o Dinamic Gait Index, a Berg balance scale, ou a ABC) para avaliar o risco de quedas, preveni-las e traçar um plano de tratamento adequado.

Quando falei em "exercícios de perseguição fina" estava a traduzir o termo smooth pursuit exercises, uma componente dos exercícios de adaptação.

mfonseca
26-03-05, 16:32
Em que consistem esses exercícios de adaptação?
Marco

Helder Fonseca
26-03-05, 21:55
São imensos exercícios.

Os mais simples visam a estabilização de um alvo estático aquando de movimentos da cabeça, progredindo depois para movimentos de cabeça e alvo. São os chamados X1 e X2 viewing paradigms, que visam estimular um sistema de reprogramação central dos movimentos oculares aquando de movimentos da cabeça.
Em casos de perda de função vestibular, deixa de haver um ROV adequado, logo, a fixação de um alvo na fóvea aquando de movimentos rápidos de rotação deixa de ser possível a velocidades altas.

Para além destes e das suas progressões temos também exercícios para alternância entre alvos e memorização de alvos.

misspiggy
26-03-05, 22:57
Acho que a adaptação da casa é muito importante. Um dos locais de maior perigo de quedas no idoso é a casa de banho, pelo que se devem ter alguns cuidados como subsituir a banheira por um poliban,ou tomar banho sentados em bancos próprios, colocar antiderrapantes no chão, barras de suporte na parede, e, um cuidado que acho que é muito simples e que no meu dia a dia constato que poucas pessoas se lembram ( trabalho com idosos em cuidados continuados - apoio domiciliário) é o de porem a porta da casa de banho a abrir para fora. Não impede de cairem, mas se isso acontecer, e ficarem encostados à porta, pelo menos podem ser socorridos com alguma facilidade visto que não inpedem a abertura da porta.

ftnunosilva
27-03-05, 00:56
Bem visto...

mfonseca
27-03-05, 11:23
O grande problema das quedas no idoso... é subsequente - O Medo. Foi feito um estudo (vou tentar arranjar em PDF) nos EUA em que se chegou à conclusão de que 30% dos idosos tinham medo de cair, mesmo sem terem caído se injuriado com gravidade. Essa percentagem duplica (60%) para aqueles que já cairam pelo menos uma vez.

O Medo leva a que o idoso se torne bradicinético, que por sua vez leva a uma diminuição da amplitude de movimento, à perda de força muscular e à perda de estabilidade articular activa e passiva. Esses factores contribuem para uma diminuição do controle postural com consequente medo de queda. O efeito é tipo "bola de neve".

Marco

Helder Fonseca
28-03-05, 18:04
Acho que a adaptação da casa é muito importante.

Não poderia concordar mais. Existe um questionário validado (do qual já não me lembra o nome) que determina o risco de acidentes para determinado local.

Se conseguir achar onde li isso, vou tentar converter para PDF esse questionário.

Helder Fonseca
28-03-05, 18:11
O grande problema das quedas no idoso... é subsequente - O Medo. Foi feito um estudo (vou tentar arranjar em PDF) nos EUA em que se chegou à conclusão de que 30% dos idosos tinham medo de cair, mesmo sem terem caído se injuriado com gravidade. Essa percentagem duplica (60%) para aqueles que já cairam pelo menos uma vez.

O Medo leva a que o idoso se torne bradicinético, que por sua vez leva a uma diminuição da amplitude de movimento, à perda de força muscular e à perda de estabilidade articular activa e passiva. Esses factores contribuem para uma diminuição do controle postural com consequente medo de queda. O efeito é tipo "bola de neve".

Marco

Não será o grande problema, mas a cinesiofobia é de facto um problema muito grave. O problema não é tanto a bradicinésia/perda de força, mas sim devido ao facto de que estas pessoas fazem o menos possível para se moverem, e consequentemente começam a perder essencialmente proprioceptividade, se bem que a ROM e a força desempenham também um papel importante.

Se não estou em erro uma das pessoas que fez esse trabalho foi meu professor, e acho que mediram um aumento significativo na latência das respostas dos gastrocnémios e solear quando numa plataforma instável.
Se não foi provavelmente é um outro estudo...

Carlinha
28-03-05, 18:37
pessoal, eu acho que tenho alguma coisinha por algum lugar neste pc...
deixa-me ver....
hummmmm...
aqui está !!!!

http://www.usp.br/eef/lob/pe/

http://www.galter.nwu.edu/geriatrics/resources.cfm

Viciouz, acho que os testes estão lá descritos...

beijokas, e espero não ter dado nada antigo desta vez, né Adérito ??? hehehe

Adérito Seixas
28-03-05, 20:26
Mesmo as coisas antigas podem ser interessantes Carlinha. partilha-as sempre.
Dois sites muito interessantes, obrigado por partilhares :wink:

mfonseca
30-03-05, 01:55
Oh Viciouzzz.
Adivinha lá como é que os idosos perdem proprioceptividade???
Obviamente a perda de proprioceptividade é consequência da disfunção muscular e articular... Penso eu de que...
Marco

Helder Fonseca
01-04-05, 19:57
Talvez a perda de receptores de proprioceptividade.... Ou o aumento da latência nas fibras nervosas responsáveis pela sensibilidade profunda.... Ou até a degenerescência de células no córtex cerebral afectando (imagina...) a sensibilidade profunda. Não te parece familiar??? Sinais de envelhecimento....

Parece-me que não é apenas por perda de função muscular e articular, mas por alterações no sistema nervoso, próprias da idade.

Adérito Seixas
01-04-05, 21:06
Sim sim viciouzz, certíssimo... e não te esqueças ainda que com a idade a visão vai deixando de ser o que era e ela também influencia muito a proprioceptividade, mas penso que as alterações de que falaste do sistema nervoso também podem ser responsáveis por isso.
Bem, após alguma pesquisa, vejam o que retirei do 20º Congresso de Reumatologia:

As quedas são um evento comum nos idosos, podendo ter complicações várias e graves como, por exemplo, os traumatismos crânio-encefálicos e as fracturas ósseas. Entre estas adquirem especial importância as fracturas do fémur proximal, consideradas um relevante problema de saúde pública, quer pela alta taxa de mortalidade que se lhe associa, quer pelos enormes custos directos relacionados com o seu tratamento e, ainda, os custos indirectos associados às alterações psico-sociais que as fracturas condicionam, essencialmente pela perda da independência ou grande limitação da actividade do idoso. Embora com algumas variações de autor para autor, podemos dizer que aproximadamente 1% das quedas resultam em fractura da anca e que 90% das fracturas da anca são provocadas por uma queda. A incidência anual das quedas nos idosos na comunidade aumenta de 25% aos 70 anos para 35% após os 75 anos. Nos idosos a viver em instituições este número é mais alto. Acresce ainda que cerca de 50% das pessoas que caem, o fazem repetidamente. Assim, se conseguirmos diminuir a ocorrência das quedas, certamente reduziremos o número de fracturas. Há vários factores de risco para as quedas relacionados com condições intrínsecas do indivíduo e factores extrínsecos. Nos primeiros inclui-se a idade e todas as alterações relacionadas com a idade: perturbações visuais, auditivas, da função vestibular e proprioceptiva e as doenças que de algum modo acentuam estas alterações ou interferem com a capacidade da marcha e a estabilidade (diabetes, doenças músculo-esqueléticas dos membros inferiores ou da coluna vertebral).

Num grande número de estudos as tonturas foram identificadas como factores de risco independentes para as quedas. Em relação às medicações frequentemente utilizadas pelos idosos, os resultados não são tão consensuais, havendo referências aos anti-hipertensores, aos sedativos e outros medicamentos psicotrópicos como relacionados com risco aumentado da ocorrência de quedas. Um outro aspecto alvo de vários estudos é a condição física dos idosos e de que forma a prática de exercício físico pode influenciar as quedas. A fragilidade aumenta a propensão para as quedas, enquanto que a manutenção de alguma actividade física, especialmente se iniciada em idade jovem, confere alguma protecção relativamente às quedas por manter o equilíbrio, flexibilidade, reflexos, força muscular e tempo de reacção mais rápido. No entanto, alguns estudos demonstram que actividade física intensa pode aumentar o risco de quedas, pois a actividade física frequente aumenta as oportunidades de exposição às quedas. Os factores extrínsecos incluem as condições ambientais como o tipo de habitação e a necessidade de utilizar escadas, a iluminação das zonas ocupadas pelo idoso, a disposição do mobiliário, o tipo de roupa e do calçado. Após a identificação dos idosos sob maior risco, podem estabelecer-se estratégias com vista a prevenir as quedas e, consequentemente as fracturas, sem no entanto diminuir a mobilidade e a independência dos idosos. Esta abordagem deverá ser multifactorial, corrigindo doenças cresentes, adaptando a prescrição dos medicamentos e, se necessário, fazendo treino de marcha ou criando programas de exercício adequados. É igualmente importante a correcção das condições ambientais do espaço físico normalmente frequentado pelo idoso.

Considerando que uma queda no passado predispõe a novas quedas, é importante a caracterização desse primeiro evento para identificar as causas e corrigi-las, pois de contrário a hipótese de novo acontecimento nas mesmas circunstâncias aumenta.


Aconselho ainda a lerem o artigo:
Influence of regular proprioceptive and bioenergetic physical activities on balance control in elderly woman

Gerome C Gauchard; Pierre Gangloff; Claude Jeandel; Philippe P Perrin

The Journals of Gerontology; Sep 2003; 58, 9; pg. 846-850

Carlinha
02-04-05, 14:45
ai bolas... este artigo num dá...
quasi as chgances de enviá-lo ou de baixar de algum lugar Adérito ?

beijokas

mfonseca
03-04-05, 00:03
Caro Viciouzzz

Relembro o que citaste atrás:

"O problema não é tanto a bradicinésia/perda de força, mas sim devido ao facto de que estas pessoas fazem o menos possível para se moverem, e consequentemente começam a perder essencialmente proprioceptividade"

Isto não parece uma afirmação de causa-efeito???
Não digo que a degenerescência nervosa no idoso não seja fundamental! Claro que é! Mas donde nasce essa degenerescência??? Da falta de estimulação ou da apoptose celular??? E qual é que é a primeira a aparecer???
Fica aqui para discussão...
Marco

Helder Fonseca
03-04-05, 19:37
Quando se fala em envelhecimento fala-se obviamente em degenerescência generalizada (não só apoptose). É o noso relógio biológico...

Mas é claro que a inactividade também conta... É a velha questão envelhecimento/inactividade... Pois é manocas... depois tens lá pessoas com setentas no clube em muito melhor forma que tu.

O problema aqui não é a inactividade, mas o envelhecimento natural...
__________________________________________________ __________
Mente sã em corpo são...

mfonseca
06-04-05, 02:01
Eu estou em muito melhor forma do que muitos com 70 anos.
O ovo também é uma forma!!! :lol:
Marco