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View Full Version : queimaduras



pada
26-02-05, 06:42
olá...gostaria de saber se vcs podem me indicar alguma literatura que descreva casos de queimaduras por procedimentos ou técnicas de fisioterapia..um abraço

Carlinha
28-03-05, 19:40
pada, vou ver no que posso te ajudar, ok ?
até breve...

Carlinha
29-03-05, 20:38
achei um trabalho com bibliografia...
não sei se é o que desejas...

abraços

(a chatice é que tem que se cadastrar, ok?)

http://www.interfisio.com.br/index.asp?fid=77&ac=6

pada
31-03-05, 21:36
valeu pela ajuda...até mais

Carlinha
24-04-05, 16:41
Pada, mais um:

Avaliação dos efeitos das microcorrentes nas lesões decorrentes e queimaduras de 3º grau

AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DAS MICROCORRENTES NAS LESÕES DECORRENTES E QUEIMADURAS DE 3º GRAU


Susana Batassini*, Daniele Dalla Costa **, Sílvia Lorenzini***, Jovani Antônio Steffani****, Adarly Kroth*****, Nádia Lorencete******, Felipe Lange *******, Jones Agnes********.

* Graduanda do 8º período de Fisioterapia na UNOESC ( Universidade do Oeste de Santa Catarina) campus Joaçaba-SC.
** Graduanda do 8º período de Fisioterapia na UNOESC ( Universidade do Oeste de Santa Catarina) campus Joaçaba-SC. ***Fisioterapeuta, Mestre em Fisioterapia, Professora Titular da Disciplina de Estética Aplicada à Fisioterapia da UNOESC (Universidade do Oeste de Santa Catarina) Campus de Joaçaba. ****Fonoaudiólogo, Professor Titular da Disciplina de Fisiologia Humana da UNOESC (Universidade do Oeste de Santa Catarina) campus Joaçaba-SC, Mestre e Doutorando em Fisiologia Humana.
***** Graduanda do 7º período de Fisioterapia na UNOESC ( Univrsidade do Oeste de Santa Catarina) campus Joaçaba-SC. ******Médica Anátomo- Patologista, Professora Titular da Disciplina da Patologia Geral da UNOESC ( Universidade do Oeste de Santa Catarina) campus Joaçaba-SC.
******* Fisioterapeuta, pela Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC – Joaçaba.
******* Fisioterapeuta, Doutor em Fisioterapia. Professor Titular de Eletroterapia da Universidade do Contestado – UnC, campus de Concórdia – SC.

Autor Responsável : Jovani Antônio Steffani, Rua Sete de Setembro, 677, apt. 01, centro-Joaçaba-SC; CEP89.600.000.Telefone: (49) 551-2073 Fax:
(49) 551-2004. jovani@unoescjba.edu.br

Resumo


Este trabalho consistiu na avaliação dos efeitos do uso de microcorrentes em queimaduras de terceiro grau, em ratos “Wistar”. A amostra foi composta por 12 animais, os quais foram subdivididos em dois grupos, o primeiro grupo foi constituído por 06 ratos, que após a lesão receberam estimulação elétrica num total de 15 sessões. O segundo grupo foi constituído por 06 ratos, que após a indução da lesão permaneceram sem tratamento.O tratamento consistiu em utilizar a corrente elétrica (5 x por semana – 15 minutos cada sessão- forma bipolar-80 microampéres). Conforme os resultados observou-se que o grupo de animais submetidos à terapia por microcorrentes apresentou diminuição do número de microrganismos patogênicos reduzindo assim o processo infeccioso no local da lesão, quando comparado com o grupo controle. Além disso, a qualidade do tecido cicatricial, no grupo de animais tratados, mostrou-se de forma mais ordenada, evidenciando maior número de fibroblastos, em relação ao grupo controle.

Palavras-Chave: Queimaduras, Microcorrentes, Cicatrização,Ratos.

Introdução
Desde o início da vida, o fogo foi uma necessidade do Homem, como também dele se origina a maioria das queimaduras [3]. A utilização da corrente elétrica com o objetivo de promover a cicatrização de feridas não é algo revolucionário ou novo; há registros de mais de 300 anos da utilização de lâminas de ouro no tratamento de lesões cutâneas provocadas pela varíola [6]. A partir de 1982, através de estudos a eletroterapia ganhou um novo impulso com a criação das “microcorrentes”, inovando o conceito de tratamento a base de corrente elétrica e a forma de gerá-las. Estudos demonstram que a corrente elétrica é o gatilho que estimula a cura, o crescimento e a regeneração de todos os organismos vivos [1]. Os mecanismos pelos quais a estimulação elétrica alcança seus resultados ainda estão pouco esclarecidos, embora claramente existam ligações que podem ser estabelecidas entre os efeitos hipotéticos do tratamento e o resultado da intervenção, permanece tênue a base teórica para o tratamento em discussão. Apesar disto, a tendência geral dos artigos gerados pela pesquisa clínica favorecem uma dominância de efeitos benéficos, e apenas uma minoria dos experimentos cita efeitos nulos ou negativos. A fisioterapia atua como tratamento auxiliar na recuperação dos tecidos orgânicos lesados utilizando-se de vários métodos e técnicas que visam de modo geral a cura da lesão.

Objetivo
Avaliar a resposta ao tratamento fisioterapêutico através do uso de microcorrentes em ratos “Wistar”, que apresentam queimaduras previamente induzidas.

Materiais e Métodos
A pesquisa foi realizada no laboratório de fisiologia da Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC, situada na cidade de Joaçaba, estado de Santa Catarina. Amostra foi constituída por 12 ratos da raça “Wistar” , pesando entre 150 e 250 gramas, mantidos isolados em caixas com assoalho recoberto por serragem, os quais receberam alimentação adequada. Formaram-se dois grupos, subdivididos em grupo com terapia (CT) que fora submetido à terapia por microcorrentes e grupo sem terapia (ST) grupo controle, contendo 06 ratos cada.Em ambos os grupos foram realizados lesões abrasivas (queimaduras) sob região dorso lombar de cada animal. Após promover anestesia do animal, através da inalação de éter etílico, foi realizada a tricotomia na região dorso-lombar do animal seguido de queimadura induzida por uma placa metálica superaquecida com temperatura em torno de 100o.C, atingindo as camadas da epiderme, derme e hipoderme (lesão de 3º grau) com área de aproximadamente 1 cm de diâmetro. Para da analgesia fora utilizada a droga Fentanil® por via intra-peritoneal (IP) a uma dose de 0,032 mg/kg, de 12/12 horas, por dois dias consecutivos após a lesão. O tratamento consistiu na aplicação de 5 sessões semanais de microcorrentes, através do aparelho VASCULAR –VK 719 KROMAN- RESTORING CELULAR, de forma bipolar num período de 15 minutos cada sessão, numa intensidade de 80 microampéres, totalizando ao final de 3 semanas de tratamento 15 estimulações elétricas. Os eletrodos eram posicionados transversalmente à lesão induzida. A análise dos resultados consistiu de avaliação dos cortes histológicos do tecido lesado com 5, 10 e 15 sessões de terapia, bem como de avaliação paquimétrica do diâmetro das lesões. A análise em das lâminas histológicas se deu da seguinte forma: seleção do doador; anestesia e retirada do material, que foi submerso em fixador (formol a 10%) durante o período de 24 horas; desidratação das peças com álccol a 10, 80, 90 e 100% no período de 1 hora cada solução, exceto na solução a 100% que ficou 2 horas com intervalo de 1 hora, overnigh com álcool etílico a 100%; diafanização (clarificação da peça) – banho de xilol (2 banhos no período de 30 minutos cada); banhos de parafina – ponto de fusão 46-48o.- 2 banhos de 1 hora cada; parafina ponto de fusão 56-58°, 2 horas cada; emblocamento – bloco em parafina; corte – em micrótomo com espessura de 6 mícrons; coloração e montagem de lâmina. Laudo do médico patologista. A análise da mensuração paquimétrica foi realizada com diâmetro fixado no sentido do eixo de maior diâmetro da lesão ulcerada, sendo realizada a mensuração comparativa com 5, 10 e 15 sessões de terapia por microcorrentes e o grupo controle respectivamente.As observações realizadas são apresentadas e discutidas a seguir. As amostras de tecido para a confecção das lâminas para a avaliação histológica foram coletadas após 5 sessões ( 7 dias após a lesão), 10 sessões ( 14 dias após a lesão) e 15 sessões ( 21 dias após a lesão) de terapia por microcorrentes, tanto dos animais do grupo controle quanto dos animais do grupo em tratamento, e a análise histológica foi realizada por um médico-anátomopatologista. Para a retirada das amostras teciduais os animais foram sacrificados por inalação de substância anestésica
(halotano) por longo período, provocando depressão do sistema nervoso central e a morte sem dor.

Resultados da Análise Histológica
Na figura a seguir apresentamos as imagens dos cortes histológicos das amostras retiradas dos animais com 7 após a realização da lesão e com 5 sessões de microcorrentes.

Animal com 7 dias após a lesão com terapia por microcorrentes (5 sessões)


Aos 7 dias após a lesão e com 5 sessões de terapia por microcorrentes, a análise histológica da lâmina com o tecido lesado revelou presença de crosta fibrino-leucocitária com grande quantidade de neutrófilos, pequeno número de capilares e fibroblastos dispostos irregularmente.


Animal com 14 dias após a lesão e com terapia por microcorrentes (10
sessões)


Após 14 dias da lesão e com 10 sessões de terapia por microcorrentes, a análise histológica revelou presença de crosta delgada, constituída por hemácias e raros neutrófilos. A análise apresentou também epiderme irregular, com presença de fibroblastos na derme. Animal com 21 dias após a lesão com terapia por microcorrentes (15
sessões)


Na análise histológica realizada após 21 dias da lesão e com 15 sessões de terapia, observou-se derme com pouco edema entre os fibroblastos, menor reação inflamatória e menor formação de angiogênese. Animal com 7 dias após a lesão sem terapia por microcorrentes


O resultado da análise do tecido cicatricial aos 7 dias da lesão, nos animais do grupo controle, não submetidos à terapia por microcorrentes, revelou a presença de crosta fibrina-hemática e derme com pouco edema. Animais com 14 dias após a lesão sem terapia por microcorrentes


O grupo controle apresentou crosta fibrina-hemática neutrofílica espessa decorridos 14 dias da lesão tecidual. Observou-se parte da epiderme descolada da derme, e derme com edema e início da gênese de capilares e fibroblastos. Animais com 21 dias após a lesão sem terapia por microcorrentes


O resultado da cicatrização nos ratos não submetidos à terapia e após 21 dias da lesão tecidual, apresentou crosta com grande infecção bacteriana e edema, estando os fibroblastos e vasos sangüíneos dispostos irregularmente.






Análise Paquimétrica
No quadro a seguir apresentamos os resultados comparativos da análise paquimátrica das feridas cicatriciais dos animais submetidos ao tratamento por microcorrentes e dos animais do grupo controle. Quadro 1 - Paquimetria do grupo submetido à terapia por microcorrentes COM TERAPIA DE MICROCORRENTES Após 5 sessões – 18,0 mm X 15,0 mm Após 10 sessões – 11,0 mm x 9,0 mm Após 15 sessões – 8,0 mm x 7,0 mm

Quadro 2 - Paquimetria do grupo controle não submetido à terapia por microcorrentes GRUPO CONTROLE – SEM TERAPIA DE MICROCORRENTES Após 5 sessões – 18,0 mm x 15,0 mm Após 10 sessões – 15,0 mm x 10,0 mm Após 15 sessões – 14,0 mm x 10,0 mm

Através da análise das tabelas anteriores observou-se que os animais submetidos à terapia por microcorrentes o resultado da retração da ferida foi superior ao resultado do grupo de animais não submetidos a esta terapia.

Discussão
Queimadura é a lesão resultante da ação do calor, como energia isolada ou associada à outra forma energética, sobre o revestimento cutâneo. Através da estimulação elétrica pode-se afetar a cicatrização/reparo dos tecidos moles mediante a inibição dos fatores negativos da cicatrização, pela aceleração dos processos de cicatrização normal, ou pela criação de novas e melhores vias de cicatrização, melhorando tanto a velocidade quanto o ponto terminal da formação da cicatriz da regeneração dos tecidos [5]. Microscopicamente, a qualidade do tecido neoformado após ser submetido à terapia de microcorrentes, sugere efeitos benéficos relacionados ao processo cicatricial por segunda intenção, pois, após 21 dias da lesão tecidual por queimadura, as diferenças são evidentes entre o grupo sob efeito da terapia por microcorrentes e o grupo controle. O grupo que não foi submetido à terapia por microcorrentes ( ST controle) apresentou uma crosta fibrina-hemática-leucocitária espessa, com a presença de colônias bacterianas, evidenciando processos inflamatórios. Além disso, mesmo após 21 dias da lesão, ainda apresentava na profundidade fibroblastos e vasos sangüíneos dispostos irregularmente. Em contrapartida, o grupo com terapia (CT), após 15 sessões sob a terapia de microcorrentes, obteve sinais positivos de reparação, apresentando derme com pouco edema entre os fibroblastos e pouca reação inflamatória. Obtivemos ainda um resultado superior em relação à retração da ferida no grupo sob terapia de microcorrentes, quando comparado ao grupo controle, confirmado pela análise paquimétrica, que evidencia considerável diferença milimétrica.

Conclusão
Através dos resultados obtidos com a análise histológica e paquimétrica deste experimento, observou-se que o grupo de animais submetidos à terapia por microcorrentes apresentou número reduzido de microorganismos patogênicos em relação ao grupo controle, sugerindo assim uma redução do processo infeccioso no local da lesão. Além disso, a qualidade de tecido cicatrizado, no grupo de animais tratados, mostrou-se de forma mais ordenada, evidenciando maior número de fibroblastos [2,4,7], o que sugere melhor qualidade do tecido cicatricial.
A conclusão deste estudo sugere que a intervenção fisioterápica através da aplicação de microcorrentes em ferimentos provocados por queimaduras de terceiro grau contribui para a melhora da qualidade do tecido cicatricial, diminui a possibilidade de ocorrência de infecções oportunistas, e ainda, acelera a recuperação tecidual. Porém, há necessidade de se realizar estudos em seres humanos para a utilização em larga escala dessa técnica.

Referências Bibliográficas
1) CHENG, K. S. et al. The effects of electrical currents on ATP regeneration, protein synthesis, and membrane transport in rat skin. Clinical Orthopedics and Related Research, n.171, p.264-271, 1982.
2) DAYTON, P.D.; PALLADINO, S. Eletrical stimulation of cutaneous ulcerations. Jornal of the American Pediatric.
3) DOURADO, V. Tratamento em Pacientes Queimados. São Paulo: Lovise Científica, 1 ed., 1994.
4) DUNN, M. G. et al. Wound Healing using collagen matrix: Effect of DC electrical stimulation. Journal of Biomedical and Material Research, n.22. p. 191-206, 1988.
5) FRANK, C. B., SZETO, A Y. A review of electromagneticallu enhanced soft tissue healing. IEEE Engineering in Medicine and Biology, n.2, p. 27-32, 1983.
6) GUIRRO, E. Fisioterapia Dermato-Funcional. Fundamentos, recursos, patologias. São Paulo: Manole, 3 ed., 2002.
7) ROWLEY, B. A. Electrical enhancement of healing. Proccediments of the IEEE National Aerospace and Electronics Conference, Dayton, Ohio, 1985.

ediana
03-10-07, 04:57
Estou fazendo meu TCC sobre a ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA RESPIRATORIA NA PREVENÇÃO E TTO DAS COMPLICAÇOES PULMONARES NO GRANDE QUEIMADO, mas nao estou achando nemhum artigo nem bibliografia atual falando do assunto!!!!!!
Caso tenha algo que possa mandar eu iria ficar mto grata!!!!

OBRIGADA!!!!!

zoraia
01-09-08, 01:49
Obrigada pela ajuda.

zoraia
01-09-08, 02:34
Estou fazendo meu TCC sobre a ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA RESPIRATORIA NA PREVENÇÃO E TTO DAS COMPLICAÇOES PULMONARES NO GRANDE QUEIMADO, mas nao estou achando nemhum artigo nem bibliografia atual falando do assunto!!!!!!
Caso tenha algo que possa mandar eu iria ficar mto grata!!!!

OBRIGADA!!!!!


Olá,
achei algumas bibliografias, são elas:

Colares Cruz Dourado, Vilalba Rita. Tratamento em Pacientes com Queimaduras, Série Reabilitação. Ed. Lovise Científica -São Paulo.SP 1994
L. Simon e J. Dossa. Reabilitação no Tratamento das Queimaduras. Ed. Roca - São Paulo. SP 1986Espero ter te ajudado.
Boa sorte.

brendamatos1
01-09-08, 23:30
No O'Sullivan , tem um capitulo de queimados muito bom, fora que o livro todo é muito proveitoso.. serve mais pra tratamento neurológico.