sutrigueirinho
02-02-05, 19:50
Na revista Saúde e Medicina nº 88 (Fevereiro 2005) existe um artigo dedicado à Espondilite Anquilosante (EA) e cita uma história de vida mostrando a evolução silenciosa e duvidosa desta doença reumática. Li o artigo, achei-o muito interessante e tomei iniciativa de partilhar convosco as ideias principais deste.
“António Correia de 57 anos – Na altura tinha apenas 33anos e era praticante assíduo de exercício físico, praticando futebol, ciclismo, andebol e caminhadas. O importante era mexer-se. Porém surgiram dores no tendão de Aquiles consultando algum tempo depois um médico, em que o clínico admitia a hipótese das dores surgirem por mau aquecimento antes da prática física. Mais tarde as dores evoluíram, surgindo alternadamente num tendão e noutro deixando o clínico reticente quanto ao à hipótese de mau aquecimento. Passado algum tempo surgiu uma uveíte unilateral anterior aguda (inflamação ocular), levando o doente a consultar um oftalmologista o qual não detectou nenhuma anomalia além das uveítes. O doente fez vários exames clínicos mas nada foi detectado. Nesta fase a sua vida profissional obrigou-o a ter uma vida sedentária marcada, coincidindo esta mudança com o aparecimento de lombalgias e uma enorme incapacidade em descer escadas, transportar objectos pesados e até pegar nas suas filhas ao colo. Foi lhe prescrito um Rx e encaminhado para o CMR (centro de medicina e reabilitação de Alcoitão), sendo consultado por um fisiatra o qual lhe diagnosticou EA. Iniciou tratamentos de fisioterapia todas as manhãs melhorando logo após os primeiros tratamentos. Infelizmente os tratamentos foram interrompidos já que sofreu um acidente de viação fracturando a C6 e a T10, originando parestesias nos membros de tal forma graves que as AVD’s ficaram comprometidas. Cada dia que passava as parestesias aumentavam, começou a ficar espástico, os extensores das mãos ficavam cada vez mais fracos. Ficou acamado e o seu mundo era a TV e a janela do seu quarto, tendo uma vida semelhante à de um tatraplégico. Milagrosamente sentiu as suas mãos mais fortes e retomou a fisioterapia fazendo também uma órtese. O maior milagre que este doente refere é que entrou para os tratamentos de fisioterapia de cadeira de rodas e saiu de canadianas as quais serviram para se deslocar para uma segunda fase de tratamentos saindo de lá com as mesmas de baixo do braço. As dores cessaram e os seus hadicaps diminuídos”
Este é um dos exemplos desta patologia silenciosa e horrenda… Garças ao bom procedimento fisioterapeutico este doente recuperou a sua vida….
È um dos exemplos do porquê da nossa linda profissão…
Bem-haja fisioterapia!
“António Correia de 57 anos – Na altura tinha apenas 33anos e era praticante assíduo de exercício físico, praticando futebol, ciclismo, andebol e caminhadas. O importante era mexer-se. Porém surgiram dores no tendão de Aquiles consultando algum tempo depois um médico, em que o clínico admitia a hipótese das dores surgirem por mau aquecimento antes da prática física. Mais tarde as dores evoluíram, surgindo alternadamente num tendão e noutro deixando o clínico reticente quanto ao à hipótese de mau aquecimento. Passado algum tempo surgiu uma uveíte unilateral anterior aguda (inflamação ocular), levando o doente a consultar um oftalmologista o qual não detectou nenhuma anomalia além das uveítes. O doente fez vários exames clínicos mas nada foi detectado. Nesta fase a sua vida profissional obrigou-o a ter uma vida sedentária marcada, coincidindo esta mudança com o aparecimento de lombalgias e uma enorme incapacidade em descer escadas, transportar objectos pesados e até pegar nas suas filhas ao colo. Foi lhe prescrito um Rx e encaminhado para o CMR (centro de medicina e reabilitação de Alcoitão), sendo consultado por um fisiatra o qual lhe diagnosticou EA. Iniciou tratamentos de fisioterapia todas as manhãs melhorando logo após os primeiros tratamentos. Infelizmente os tratamentos foram interrompidos já que sofreu um acidente de viação fracturando a C6 e a T10, originando parestesias nos membros de tal forma graves que as AVD’s ficaram comprometidas. Cada dia que passava as parestesias aumentavam, começou a ficar espástico, os extensores das mãos ficavam cada vez mais fracos. Ficou acamado e o seu mundo era a TV e a janela do seu quarto, tendo uma vida semelhante à de um tatraplégico. Milagrosamente sentiu as suas mãos mais fortes e retomou a fisioterapia fazendo também uma órtese. O maior milagre que este doente refere é que entrou para os tratamentos de fisioterapia de cadeira de rodas e saiu de canadianas as quais serviram para se deslocar para uma segunda fase de tratamentos saindo de lá com as mesmas de baixo do braço. As dores cessaram e os seus hadicaps diminuídos”
Este é um dos exemplos desta patologia silenciosa e horrenda… Garças ao bom procedimento fisioterapeutico este doente recuperou a sua vida….
È um dos exemplos do porquê da nossa linda profissão…
Bem-haja fisioterapia!