PDA

View Full Version : Curso De Osteopatia Eom 2009-2010



LMSC
27-05-09, 16:15
Está aberto o período de Matrículas para o próximo ano lectivo.
Em breve daremos notícias também acerca da nova sede da EOM em Portugal- neste caso será a terceira.

Para "download" do folheto do curso, visite: http://osteopatialusa.blogspot.com

Anexamos a este tópico, o boletim informativo da EOM.
Se desejar receber esta informação periódica, pode subscrevê-la através do e-mail: osteopatia.lusa@gmail.com

Luís Carvalho

LMSC
27-05-09, 18:47
Está aberto o período de Matrículas para o próximo ano lectivo.
Em breve daremos notícias também acerca da nova sede da EOM em Portugal- neste caso será a terceira.

Para "download" do folheto do curso, visite: http://osteopatialusa.blogspot.com

Anexamos a este tópico, o boletim informativo da EOM.
Se desejar receber esta informação periódica, pode subscrevê-la através do e-mail: osteopatia.lusa@gmail.com

Luís Carvalho

LMSC
29-05-09, 22:02
Está aberto o período de Matrículas para o próximo ano lectivo.
Em breve daremos notícias também acerca da nova sede da EOM em Portugal- neste caso será a terceira.

Para "download" do folheto do curso, visite: http://osteopatialusa.blogspot.com

Anexamos a este tópico, o boletim informativo da EOM.
Se desejar receber esta informação periódica, pode subscrevê-la através do e-mail: osteopatia.lusa@gmail.com

Luís Carvalho

LMSC
01-06-09, 21:18
Está aberto o período de Matrículas para o próximo ano lectivo.
Em breve daremos notícias também acerca da nova sede da EOM em Portugal- neste caso será a terceira.

Para "download" do folheto do curso, visite: http://osteopatialusa.blogspot.com

Anexamos a este tópico, o boletim informativo da EOM.
Se desejar receber esta informação periódica, pode subscrevê-la através do e-mail: osteopatia.lusa@gmail.com

Luís Carvalho

fisio78
20-06-09, 19:00
a língua em que é dado o curso é Português ou Espanhol???

M.A.
21-06-09, 13:25
Em espanhol, no entanto não há dificuldades em entender!

fisio78
22-06-09, 09:37
ok, obrigado e bom dia

andava aqui no fórum e encontrei algo escrito pelo colega Pedro Escudeiro que passo a copiar (desculpe desde já a cópia), pedindo opinião ao fórum, porque era algo que desconhecia (desculpem a ignorância)...

Qoute:http://www.fisiozone.com/tecnicas-alternativas/705-osteopatia-2.html#post20387

(Chamaram-me há dias a atenção para esta discussão relativamente à Osteopatia e a cursos, credíveis ou não. Pelo que li já se identificaram praticamente todos os locais onde se estão a realizar formações na área da Osteopatia.

No entanto, gostaria de fazer um esclarecimento. Não existe em Portugal nenhum organismo ou entidade que tutele, regule ou controle a qualidade de qualquer formação em Osteopatia, seja de um curso de base ou uma formação pós-graduada. Ou seja, por melhor que possam ser, ou não, não existe forma de o saber. Não se trata apenas de uma questão da formação académica, mas do controlo do exercício profissional, que como se sabe se vai degradando ao longo da vida activa quando não há esse controlo.

Uma vez que a profissão não está regulamentada, não é possível haver um curso de base academicamente reconhecido pelas entidades estatais responsáveis, neste caso Ministério da Educação e da Saúde.

A situação não é exclusiva de Portugal. O mesmo se passa com todos os outros países da União Europeia, como Espanha, França, Suiça, Bélgica ou Holanda. Nalguns países as profissões até já obtiveram o direito de existir como tal, ou seja, são legais, mas não estão regulamentadas. Logo, o problema mantém-se - não há ninguém, nem nada, que garanta a qualidade da formação nem do exercício profissional.

A excepção de referência é o Reino Unido, onde a profissão se encontra regulamentada desde 1993 e onde o General Osteopathic Council (Ordem dos Osteopatas do Reino Unido) tutela as licenciaturas e todo o exercício profissional. O título de osteopata só pode ser usado por quem esteja registado na Ordem, caso contrário dá direito a processo criminal (que tem acontecido), o que só pode acontecer de duas formas. Uma é fazer uma das licenciaturas disponíveis e passar com sucesso o exame de competência à Ordem; a outra, para aqueles que vêm de um país estrangeiro, é candidatar-se a um processo de avaliação de competência em Osteopatia e se tiver sucesso pode exercer legalmente.

Neste momento só os osteopatas formados e registados no Reino Unido dão garantias de qualidade, no exercício profisisonal e na docência. Não é por todos os outros que vêm dos países não regulamntados não a terem, até podem ter mais, mas não se sabe, porque não passaram por nenhum processo de avaliação de competência que lhes confira o estatuto. O que é uma pena, porque se podem estar a desaproveitar excelentes profissionais e professores.

Esta situação levou a que se verifiquem diferenças relevantes entre as licenciaturas no Reino Unido e todos os outros tipos de formação que há em escolas independentes noutros países, como aquelas que funcionam em Portugal e noutros países europeus. A principal diferença é que não há treino clínico que suporte a componente teórico-prática. Não me refiro a estágios, mas sim ao treino clínico supervisionado acompanhado. O treino clínico, que é o processo de desenvolvimento de competência clínica em Osteopatia, onde se aplica todo o conhecimento teórico-prático e se interligam as matérias, é feito em clínicas académicas que recebem utentes. As horas clínicas ao longo dos 4 anos que duram as licenciaturas, a tempo inteiro (as de Fisioterapia são apenas de 3 anos), são cerca de 1500.

Outra grande diferença na componente clínica é que os estudantes são acompanhados pelos supervisores durante todo o processo de intervenção, desde a anamnese ao tratamento. Em todas as fases do processo o estudante tem de explicar ao tutor o que vai fazer e porquê.

Outro aspecto relevante é que todos os professores e tutores clínicos são obrigados a fazer formação em Educação, para poderem estar ligdos às licenciaturas. A razão é simples, no Reino Unido considera-se que um bom profissional não faz um bom docente. Portanto, se quer fazer as duas coisas, terá de ter formação específica nas duas coisas.

Todos os anos os osteopatas são obrigados a fazer um plano de desenvolvimento profissional onde expôe as suas áreas frágeis e como as vão combater. Para manterem o registo são assim obrigados a fazer um mínimo de horas de formação e apresentar prova delas, para além de terem de justificar de que forma essa formação contribuiu para a sua formação e para o desenvolvimento da profissão como um todo. Portanto, há uma constante progressão na competência.

Todas as licenciaturas têm de ser validadas por universidades, mesmo que sejam leccionadas em escolas independentes. Todos os anos a Ordem faz uma avaliação dos cursos de forma a garantir a qualidade dos mesmos. Nessa avaliação para além do currículo e das matérias (plano de estudos), é verificada a relação entre professores e alunos, grau de satisfação dos alunos e funcionários da licenciatura e qualidade do serviço prestado nas clínicas académicas. Caso reprovem nesta avaliação é retirada imediatamente a autorização de funcionamento e o curso tem de fechar.

Por fim, gostava de deixar uma nota relativamente a cursos de Osteopatia para fisioterapeutas ou outros profissionais de Saúde, no Reino Unido. Só há uma licenciatura criada para médicos, todos os outros profissionais têm de fazer a licenciatura de base. Os médicos são excepção porque uma grande parte da licenciatura em Osteopatia é dedicada ao treino em Clínica Geral e como os médicos já a tiveram podem saltar essa parte. Também é por isso que o tempo que leva um osteopata a ser formado é mais longo do que o de um fisioterapeuta. Portanto, se alguém se referir à relação entre a Osteopatia e a Fisioterapia, fica espantado em saber que eles nem percebem onde está a ligação. É que no Reino Unido as duas profissões tiveram percursos distintos e o público em geral compreende a diferença, pois têm identidade própria e áreas de intervenção distintas. Ao contrário de outros países como a França, Espanha ou Bélgica, a Osteopatia no Reino Unido nunca foi uma solução para os fisioterapeutas aprederem um pouco mais de terapia manual.

Enquanto não houver uma universidade ou escola de saúde em Portugal que queira investir numa licenciatura em Osteopatia com o corpo docente constituído pelos osteopatas registados no Reino Unido (e já temos alguns em Portugal) não haverá um mínimo de garantia de qualidade no seu ensino. E a primeira que o fizer conquistará e ganhará uma supremacia no mercado que lhe dará uma vantagem de muitos anos. E este é um mercado enorme como se pode ver pela quantidade de pessoas que tenta a formação em Osteopatia. Até lá vamos continuando a assistir a formações melhor ou pior organizadas, mas que não chegam aos requisitos mínimos das licenciaturas em Osteopatia nos países onde a profissão está regulamentada. É uma pena!

Cumprimentos,

Pedro Escudeiro)[/I]