Fysio
26-09-04, 12:41
A Fitoterapia
A utilização de plantas com fins medicinais é, talvez, a forma mais antiga usada pelo homem para se curar. De facto, até ao desenvolvimento da era industrial, as plantas, juntamente com produtos de origem mineral e animal, constituíam a base dos tratamentos médicos. Foi a partir do século XX que a indústria farmacêutica desenvolveu substâncias químicas com vista a debelar doenças até aí de difícil tratamento, tendo alcançado, neste campo, resultados muitos importantes. No entanto, na minha opinião, assistimos hoje em dia e, em alguns casos, ao uso e abuso de medicamentos químicas com efeitos secundários frequentes (ex: dependência no caso dos ansiolíticos, fenómenos de resistência e alergias no caso dos antibióticos). Ora, sempre que a patologia o permita, o recurso à fitoterapia pode ser uma opção válida e mais natural. Aliás, recentemente, a investigação da fitoterapia tem conhecido um novo incremento, tendo-se verificado que, muitas plantas contêm compostos que estão na base de muitas das propriedades medicinais, que apresentam, reconhecendo-se assim, em muitos casos, a razão da sua eficácia.
As plantas com propriedades terapêuticas podem ser utilizadas de várias formas. A mais comum é, sem dúvida, a infusão ou decocção (a vulgar tisana, com ou sem fervura da parte da planta empregue). Para além desta forma, encontram-se os comprimidos, as cápsulas, os extractos, as tinturas e as ampolas bebíveis; para uso externo existem os cremes e pomadas. Em qualquer dos casos podem-se utilizar raízes, partes aéreas, folhas ou flores, dependendo da planta em causa.
De um modo geral, o uso da maioria das plantas mais correntemente utilizadas não apresenta qualquer problema de saúde pública, desde que tomadas nas doses aconselhadas. É necessário, no entanto, ter em atenção casos especiais como a gravidez e amamentação, em que algumas plantas podem estar contra-indicadas. Raramente, em pessoas mais sensíveis, podem aparecer casos de alergias. Porque elas são eficazes, o seu uso deve ser criterioso e, em caso de dúvida, aconselhado pelo seu médico.
Existem no mercado inúmeros livros que o podem ajudar a conhecê-las melhor, para usufruir com segurança e prazer dos seus benefícios. Muitos destes livros, referem, para além das indicações de cada planta, as doses e, modo de preparar para cada caso e as precauções ou contra-indicações a ter em atenção em certas situações.
A tília, a passiflora ou o lúpulo são exemplos de plantas que podem ajudar em situações de stress, de ansiedade ou insónias. A alcachofra, o bolbo ou o dente-de-leão (taraxaco) são exemplos de plantas que podem auxiliar nos problemas hepato-biliares. Pessoalmente, penso que a fitoterapia pode desempenhar um papel muito importante na nossa saúde.
Autor: Dr. Pedro Lôbo do Vale
A utilização de plantas com fins medicinais é, talvez, a forma mais antiga usada pelo homem para se curar. De facto, até ao desenvolvimento da era industrial, as plantas, juntamente com produtos de origem mineral e animal, constituíam a base dos tratamentos médicos. Foi a partir do século XX que a indústria farmacêutica desenvolveu substâncias químicas com vista a debelar doenças até aí de difícil tratamento, tendo alcançado, neste campo, resultados muitos importantes. No entanto, na minha opinião, assistimos hoje em dia e, em alguns casos, ao uso e abuso de medicamentos químicas com efeitos secundários frequentes (ex: dependência no caso dos ansiolíticos, fenómenos de resistência e alergias no caso dos antibióticos). Ora, sempre que a patologia o permita, o recurso à fitoterapia pode ser uma opção válida e mais natural. Aliás, recentemente, a investigação da fitoterapia tem conhecido um novo incremento, tendo-se verificado que, muitas plantas contêm compostos que estão na base de muitas das propriedades medicinais, que apresentam, reconhecendo-se assim, em muitos casos, a razão da sua eficácia.
As plantas com propriedades terapêuticas podem ser utilizadas de várias formas. A mais comum é, sem dúvida, a infusão ou decocção (a vulgar tisana, com ou sem fervura da parte da planta empregue). Para além desta forma, encontram-se os comprimidos, as cápsulas, os extractos, as tinturas e as ampolas bebíveis; para uso externo existem os cremes e pomadas. Em qualquer dos casos podem-se utilizar raízes, partes aéreas, folhas ou flores, dependendo da planta em causa.
De um modo geral, o uso da maioria das plantas mais correntemente utilizadas não apresenta qualquer problema de saúde pública, desde que tomadas nas doses aconselhadas. É necessário, no entanto, ter em atenção casos especiais como a gravidez e amamentação, em que algumas plantas podem estar contra-indicadas. Raramente, em pessoas mais sensíveis, podem aparecer casos de alergias. Porque elas são eficazes, o seu uso deve ser criterioso e, em caso de dúvida, aconselhado pelo seu médico.
Existem no mercado inúmeros livros que o podem ajudar a conhecê-las melhor, para usufruir com segurança e prazer dos seus benefícios. Muitos destes livros, referem, para além das indicações de cada planta, as doses e, modo de preparar para cada caso e as precauções ou contra-indicações a ter em atenção em certas situações.
A tília, a passiflora ou o lúpulo são exemplos de plantas que podem ajudar em situações de stress, de ansiedade ou insónias. A alcachofra, o bolbo ou o dente-de-leão (taraxaco) são exemplos de plantas que podem auxiliar nos problemas hepato-biliares. Pessoalmente, penso que a fitoterapia pode desempenhar um papel muito importante na nossa saúde.
Autor: Dr. Pedro Lôbo do Vale