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| | #3 (permalink) |
| Membro FisioZone ![]() Registo: Oct 2004 Localização: azores
Mensagens: 39
| O praticante de mergulho sofre de saturação de azoto devido as pressões a que fica sujeito, ou seja acumula azoto no organismo(tecidos moles, articulações e corrente sanguinea). Quando falo de massagem, falo da massagem num ambito geral. O que gostava de saber é: 1º- Se é uma contra-indicação absoluta ou 2º- Se depende do intervalo de superficie (tempo o mergulhador está a superficie apos o mergulho), que quanto maior for o intervalo de superficie menor é o grau de saturação ou 3º- Não ha contra-indicação e até ajuda a fazer a dessaturação do azoto |
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| | #4 (permalink) |
| Moderador | Corrijam-me se estiver enganado, mas sou completamente ignorante quanto ao mergulho, técnicas, equipamento... etc... mas o azoto não entra no ar inspirado? o problema seria a saturação alveolar de azoto, mas não estou a ver o que tem a ver a massagem com a saturação do azoto, em relação directa. Provavelmente será ignorância minha, mas se estivesses a falar em técnicas como as inspiratórias e expiratórias lentas prolongadas, por exemplo, conseguiria encontrar relação, e podemos falar disso.
__________________ Saudações Fisioterapêuticas, Vitor Hugo Azevedo |
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| | #6 (permalink) |
| Membro FisoZone Registo: Oct 2004 Localização: Porto
Mensagens: 405
| O problema com o mergulho de profundidade é que a grandes pressões externas, o azoto começa a entrar na circulação sanguínea. Quando se dá a subida, dever-se-á fazê-la com a mesma velocidade da descida, para deixar o azoto ser retirado da circulação sanguínea. Caso isto não seja feito o azoto acumular-se-á (a pressões mais baixas) em forma de bolhas no sangue, podendo causar embolias pulmonares.Isto resolveria o problema da acumulação na corrente sanguínea. Penso que aqui a dúvida é saber até que ponto a massagem iria promover a saída de azoto das articulações e tecidos moles e acumular-se outra vez no sangue, podendo causar embolias. É tudo uma questão de pressões. Se a pressão é alta o azoto dissolver-se-á na corrente sanguínea e consequentemente entraria em tecidos moles (por déficit de pressão). No entanto se a despressurização for feita lentamente, o déficit de perssão iria promover a saída do azoto para os alvéolos e consequentemente a saída do azoto dos tecidos moles para a circulação sanguínea (completando um ciclo). Gostaria de saber mais sobre este assunto (gostaria que fossem fornecidos dados científicos) já que não sei até que ponto é possível tecidos moles acumularem azoto. Mas segundo esta teoria que apresentei caso haja despressurização sequencial não haverá risco para realizar massagem.
__________________ Helder Fonseca |
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| | #9 (permalink) |
| Membro FisioZone ![]() Registo: Oct 2004 Localização: azores
Mensagens: 39
| Desculpem o texto estar em português do brasil. "Na atividade de mergulho autônomo o suprimento de ar comprimido provoca saturação de moléculas gasosas no interior do organismo. Nessa saturação o nitrogênio, principal componente do ar atmosférico (78%), não é metabolizado de forma adequada pelo organismo e se dissolve nos tecidos. Durante o procedimento de imersão do mergulhador, a dissolução tecidual e acúmulo do nitrogênio não provocam problemas ao organismo. O mesmo não pode ser afirmado com relação à fase de emersão do mergulhador. Durante esse procedimento, a pressão externa diminui e o nitrogênio, que estava dissolvido nos tecidos, se expande rapidamente, formando microbolhas. Isso é denominado doença descompressiva. A analogia clássica para explicar tal fenômeno é o que acontece com a garrafa de champanhe, quando aberta. A pressão dentro dela, que era grande, diminui ao contato com a atmosfera e o gás, fisicamente dissolvido, desprende-se. Isso é descrito pela Lei de Henry. O nitrogênio, expandido em inúmeras microbolhas, pode permanecer na região anatômica em que estava dissolvido, provocando dor quando esse fenômeno ocorre na articulação. Em casos graves, as microbolhas podem provocar embolia gasosa cerebral. Para evitar esse problema, existem regras de emersão, que dosam a velocidade na qual o mergulhador pode retornar à superfície. Foram criadas tabelas determinando, por exemplo, a profundidade e duração do mergulho e tempo de emersão. Essas tabelas avaliam a quantidade de gás inerte, acumulada no organismo durante a imersão, bem como indicam a velocidade de emersão, para que o gás possa ser adequadamente eliminado pelas vias aéreas respiratórias. De acordo com tais tabelas, por exemplo, é considerado adequado um procedimento de emersão a velocidade de 18 metros por minuto, com três paradas: a primeira a 9 metros de profundidade, a segunda a 6 metros e a última a 3 metros da superfície. Respeitando as regras e tabelas o risco diminui, mas não desaparece, porque o padrão que determina esses cálculos é baseado em dados da resistência de um mergulhador jovem e em boa forma física. A desobediência das regras de mergulho pode causar a doença descompressiva." Para mais informações: http://www.feridologo.com.br/mergulhosaturacao.htm Sabendo que o excesso de azoto no organismo de um mergulhador pode durar várias horas, é seguro realizar manobras como massagem? |
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| | #10 (permalink) |
| Membro FisoZone Registo: Oct 2004 Localização: Porto
Mensagens: 405
| Deves mesmo gostar de mergulho.... e de massagem .Como todos nós sabemos, a massagem aumenta a circulação sanguínea local. É uma questão de saber até que ponto esse aumento poderia potenciar a saída do azoto dos tecidos moles para a circulação sanguínea ?????? Que tipo de precauções se dão a mergulhadores depois de saírem da água? (talvez isto nos possa elucidar nesta matéria).
__________________ Helder Fonseca |
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