PDA

View Full Version : Neuroevolução baseada num computador quântico



Saramartins
15-02-09, 18:44
Trabalho realizado por:
- Eddy Krueger *
Contato: eddy_krueger@hotmail.com (eddy_krueger@hotmail.com)
* Acadêmico da Faculdade de Pato Branco - PR

NEUROEVOLUÇÃO BASEADA EM UM COMPUTADOR QUÂNTICO

"Inteligente foi o homem que inventou Deus" - Platão (427-348bc), eis uma célebre citação do grandioso Platão na qual articula que o ser humano é dotado de inteligência superior a dos outros animais. Fragmentando etimologicamente esta frase temos como palavras chaves derivadas do latim:
<LI class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify">Inteligente: intellego entender; compreender. <LI class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify">Homem: homo sapiens: homem; pessoa sábia.
Inventar: invenio: encontrar; descobrir; inventar. Tendo um deus como uma figura onipotente em todas as religiões, atribuir o invento/descobrimento de algo que é cultuado por varias etnias a um ser pensante chamado homem, é indubitavelmente corroborar a sua elevada inteligência. Mas em que ponto pode-se equiparar inteligência. Os famosos testes de quociente de inteligência, não são aceitados com unanimidade pela massa, um exemplo disso vem do psicólogo Howard Gardner que em 1982 tornou-se conhecido por suas teorias referentes a múltiplas inteligências, que vêem a relatar contra testes impares para quantificar algo que se é muito diversificado e individual. 1
Atribuições ao volume do nosso cérebro, em relação aos outros animais, sempre foi o axioma de nosso conhecimento elevado, o que não deixa de fragmentadamente ser coerente, como no caso dos ratos que possui o cérebro lissencefálico (sem giros), já os humanos que a priori também são lissencefálicos, com sua maturação, o parênquima telencefálico adquire dobras por não tem para onde expandir no meio da abóbada craniana. (COHEN, 2001)
Atualmente se esta tendo um grandioso avanço em áreas que envolvem a biônica, a mimetização de substâncias vivas, atribuindo-as a engenhos tecnológicos. Quem nunca percebeu que a lente de uma máquina fotográfica não lembra o nosso olho, ou que os tratores têm como função elevar estruturas as quais os músculos esqueléticos não suportam, o mais pitoresco é que, por ser muito mais maleável a maquinaria eletrônica que a biológica, se teve um avanço da primeira em relação a segunda grandioso, tanto é que, a tecnologia vem como ferramenta fundamental no tratamento de determinadas patologias diretamente ou indiretamente, como no caso de exames imagiológicos dentre outros.
Seguindo uma linha de pensamento Darwiniana, com a evolução de nossos ancestrais primatas, no caso de alguns gorilas que possuíam o processo mastóide mais alargado e uma musculatura local (esternocleidomastóideo) de diâmetro alargado para que fosse possível a degradação de alimentos mais densos, como de ostras para a aquisição de sais minerais, ou a própria involução do apêndice vermiforme, com a preferência por alimentos derivados de carne ao invés de celulose. (DARWIN, 2002) (DE CASTRO, 1985)
Se a evolução tecnológica se dá exponencialmente, pelo corpo humano ser ainda considerado a maquinaria mais complexa já inventada, pela maioria da instrumentaria inventada pelo homem ter se baseado no nosso próprio corpo em pontos específicos, porque não dizer que o futuro do nosso sistema somático poderá ser baseado na alta tecnologia de hoje em dia? Estranho, vamos analisar da seguinte forma: algo que também foi consolidado pela frenologia, esta criada pelo médico alemão Franz Joseph Gall (http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Franz_Joseph_Gall&action=edit) por volta de 1800 (http://pt.wikipedia.org/wiki/1800), que determinava faculdades mentais pela morfologia da abóbada craniana, e o conceito usado comumente pela maioria das pessoas, onde quanto maior o tamanho do encéfalo, analogamente será a sua inteligência, teoria singela de pouca refutação. (BEAR; CONNORS; PARADISO, 2002) (LENT, 2001)
Propostas sobre uma futura geração de seres humanos, caracterizam a atrofia da musculatura esquelética, e o crescimento estupendo de tecido encefálico, esboçado em vários filmes futurísticos. Se uma era onde computadores quânticos são compactados e aperfeiçoados, seria tão irreal o mesmo se dar com o tecido nervoso, das vias que concedem os feixes de informações nervosas, apenas algo como 10% se é conhecido. (MACHADO, 2000)
Possuindo dez vezes mais células gliais que o próprio tecido excitável, mesmo sendo estas de suma importância para a manutenção do funcionamento nervoso, uma futura agregação de tecidos neurais mais especializados, que forneceriam um impulso nervoso de maior velocidade, e conseqüentemente uma maior possibilidade para acréscimo de processamento de dados, como no caso dos revolucionários computadores quânticos, ainda assim seria tão viável acreditar em um aumento de tecido desordenado, á uma substituição por um tecido mais idôneo para a evolução da transmissão neural? (GARCIA, 2002)

REFERÊNCIAS

Revista Viver Mente Cérebro, Ano XIV Nº 175, pg 35 a 39 : Múltiplas inteligências, autora: Daniele Fanelli, editora Duetto.
COHEN, HELEN., Neurociências para Fisioterapeutas, tradução de Stella M. T. Coelho, - Barueri, SP, 2ª edição, Manole, edição brasileira 2001.
DARWIN CHARLES., A origem do homem e a seleção sexual, tradução por Attílio Cancian e Eduardo Nunes Fonseca – Curitiba – PR, Hemus, 2002.
DE CASTRO, SEBASTIÃO VICENTE, Anatomia fundamental, - São Paulo : Makron Books2ª edição 1985.
BEAR, MARK F; CONNORS, BARRY W; PARADISO, MICHAEL A; Neurociências: desvendando o sistema nervoso, tradução de Jorge Alberto Quillfeldt ...[et al.] – 2.ed. – Porto Alegre : Artmed, 2002.
LENT, ROBERTO., Cem bilhões de neurônios: conceitos fundamentais de neurociências, - São Paulo : Editora Atheneu, 2001.
MACHADO. A.B..M., Neuroanatomia Funcional, 2ª edição – São Paulo : Atheneu, 2000.
GARCIA, EDUARDO A.C., Biofísica, -- São Paulo : SARVIER, 2002.