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View Full Version : Manipulação e reacções adversas



Adérito Seixas
14-10-04, 01:18
Vários problemas podem ocorrer após uma manipulação. A incidência de complicações sérias é considerada baixa (Hurwitz et al., 1996 cit in Cagnie et al., 2004; Klougart et al. 1996 cit in Cagnie et al., 2004; Rivett and Milburn, 1996 cit in Cagnie et al., 2004).
Efeitos secundários "minor" são comuns na prática manipulativa mas apesar de estes efeitos secundários não serem considerados "major" é imperativo informar os pacientes acerca dessas reacções "minor" que podem ocorrer após manipulação vertebral. Este assunto é ainda mais pertinente se considerarmos que que estas reacções ocorrem principalmente após a saída do paciente do gabinete (Cagnie et al., 2004).

Quão comuns são estes efeitos secundários? Eles podem ser previstos?

Li um artigo acerca disto e achei interessante e decidi partilhar com vocês :wink:

Francisco Neto
24-10-04, 20:40
Há uma grande controvérsia relativamente à ocorrência de efeitos adversos graves após a manipulação cervical. Na literatura, podemos encontrar referência a incidências desde 1 em cada 20.000 pacientes, 1 em cada milhão (Vikers e Zollman 1999) até 1:4500 (Dunne et al. 2000).

Adérito Seixas
25-10-04, 23:37
Esses valores são muito baixos... vou pesquisar acerca disso, vou tentar arranjar esse artigo.

Francisco Neto
26-10-04, 00:06
Ernst (2002) publicou uma revisão sistemática relativa a desrições de efeitos adversos graves após manipulação cervical, desde 1995 a 2001. Em cinco bases de dados (AMED, EMBASE, Medline, Cochrane, CISCOM), verificou a existência de 42 casos individuais, sendo que a maioria havia sido tratada por quiropráticos.
É óbvio que nem todos os casos são relatados em publicações, pelo que a incidência destes efeitos adversos graves continua a ser uma incógnita.

Adérito Seixas
26-10-04, 05:45
Os dados que tenho (Cagnie et al., 2004) dizem que de 465 casos analizados, 283 (60,9%) referiu pelo menos uma reacção pós-manipulação. A mais comum foi a dor de cabeça (19,8%), rigidez (19,5%) e desconforto local (15,2%). São números diferentes, ou então consideram como reacções adversas situações diferentes.

Francisco Neto
26-10-04, 23:33
Ernst (2002) publicou uma revisão sistemática relativa a desrições de efeitos adversos graves"Estamos a falar de coisas diferentes. Em ambas as minhas intervenções, referi-me a efeitos adversos graves. Apesar de se encontrarem referências bibliográficas sobre a ocorrência de efeitos adversos major e minor, julgo que a maior parte não será divulgada... Talvez o ideal fosse fazer-se um estudo prospectivo sobre esta temática, de modo a que os riscos da manipulação possam ser estudados.

Adérito Seixas
27-10-04, 17:11
Pois Francisco, olhei olhei e não vi o "graves"... no entanto eu, no post inicial, não me referia aos graves em particular. E em relção a previsões? Acham que podemos prever, de certa forma, esses efeitos?

Hélder Abreu
23-05-06, 21:14
Retomando esta temática e a questão deixada pelo Adérito, será sempre difícil prever estes efeitos negativos. Tal como é impossível prever (a 100%, mesmo com o teste) se a artéria basilar está comprometida, também será difícil prever se neste ou naquele paciente irão surgir determinados efeitos. O que nunca poderemos deixar de fazer é avisar o paciente que poderá sentir determinado sintoma após aquele tratamento.
Já dizia o outro... "Prognósticos, só no fim do jogo";)

Cumprimentos.
Hélder Abreu

JVS
01-02-10, 16:06
Falam aí da Manipulação Cervical. Mas e a Manipulação de Mills ou a Manipulação do Grande Osso?