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View Full Version : Preciso de ajuda urgente! please!!!



paxi
02-10-08, 13:51
olá,

estou numa situação bastante complicada e gostaria de receber opiniões serias e sinceras!!! isso vai-me ajudar a tomar uma decisão. tenho 30 anos, casada e c 2 filhos (1º c 2 anos e 2º c 2 meses) e, infelizmente, cada vez mais as coisas se complicam aqui no nosso país (portugal). n sou do tipo de pessoa de reclamar de td. vou a luta e tento de td para garantir o melhor p a minha familia! já trabalhei por conta de outrem e tb por conta própria, mas realmente apostamos td o q tinhamos e agora estamos, como se diz, "c uma mão a frente e outra a trás" :cry: e por isso precisamos de fazer urgentemente alguma coisa. acontece porém q a crise financeira é cada vez maior e os emprestimos "zero" ninguém acredita em ninguém!:doubt: há algum tempo, conheci um casal q foi viver p suiça e estavam super felizes, mas eles tinham dinheiro e familia lá, ao contrário de nós q já n temos nada e estamos desempregados. o meu marido está mt indeciso e n qr arriscar sair daqui p um lugar q n conhecemos principalmente c os dois miudos. n sabemos nd sobre o país, n conhecemos ninguém, n sabemos aonde ficar nem trabalhar só sei q n podemos continuar assim pk daqui a pouco estarei c os meus dois filhos debaixo de uma ponte!!!:cry: por favor se alguem me quiser ajudar moralmente, c ideais, sugestões, opiniões e principalmente sobre a vida, trabalho e alojamento na suiça. HELP ME PLEASE!!!:cry: graciett_medina@excite.com

shimeko
03-10-08, 15:21
Cara colega,

a sua situaçao espelha a realidade de uma crescente fatia dos fisioterapeutas.

O mercado suiço é muito fechado, e encontra-se sobrelotado. Existe 1 fisio para cada 800 pessoas (portugal é 1/2300).
Eu estou a trabalhar na suiça, mas sinto que as oportunidades começam a escacear, embora a qualidade de vida seja incomparavel. Quanto à remuneraçao, ficam a baixo das praticadas em França, pelo menos noosector privado, sendo o custo de vida elevado. Comoonao tenho responsabilidades (filhos, casa ou carro a pagar), o meu salario permite-me viver bem, muito embora, por exemplo, os pedreiros ganhem bem mais que um fisioterapeuta (à semelhança de portugal!!).

Assim, aconselho a quem pensa em trabalhar no estrangeiro, investir em França.

Tendo em conta a sua situaçao delicada, aconselhava-a desde já a investir num curso de francês, e assim que estiver o diploma do curso, proceder ao reconhecimento do seu diploma em França, pois é gratuito e sem grandes complicaçoes. Para certificados validos, sei que a Aliance Française faz, mas pode pedir mais informaçoes no consulado portugues de França, ou vice versa.

Posteriormente, e tendo em conta o mercado frances, é facil conseguir postos de substituiçao de diversas duraçoes (2 semanas - 9 meses), pelo que poderia avaliar cada proposta tendo em conta a sua condiçao. Isto permitiria-lhe ter uma experiencia valida e monetariamente satisfatoria, sem grande comprometimento emocional (ditas, saudades).

O "emprego", contracto de longa duraçao, também existe, mas nao sei se seria a opçao mais indicada para si, pelo menos a curto prazo, dado que dependeria de uma desconhecida oferta de empregos da regiao para o seu marido. Melhor conhecer melhor a zona sem se comprometer com um posto de longa duraçao.

Pode também optar por se inscreverem os 2 em agencias de emprego e explicarem a vossa situaçao, embora é obvio que irao tirar partido da vossa situaçao delicada. Mas é a melhor soluçao se nao quiser afastar-se da sua familia.

Existem centenas de ofertas diarias de emprego para substituiçoes, por toda a frança, pelo que facilmente podera conjugar com locais perto de aeroportos com trajectos low-cost ou perto da fronteira espanhola (sao so 1000km, 7 horitas a andar bem).

Desaconselho hospitais ou centros publicos, pois a remuneraçao é bastante baixa, embora muitas vezes disponibilizem alojamento (o que acaba por permitir poupar uns trocos).

Pode encontrar mais informaçoes no topico:

http://www.fisiozone.com/emprego-internacional/5316-trabalhar-no-estrangeiro-uma-porta-aberta.html

Espero ter ajudado!

Cumprimentos,

Diogo