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View Full Version : Frequência dos Ultra -Sons



Cissa
12-10-06, 18:05
Caros colegas, gostava que me pudessem esclarecer uma questão. Trabalho em gabinete privado e portanto diagnostico e prescrevo o tratamento dos meus pacientes. O facto é que com a avaliação diária que faço, por vezes, ao notar evolução dos pacientes vou alterando a frequência dos u.s., consoante acho que necessita de maior ou menor ferquência. Gostaria que os colegas me dessem a vossa opinião se o que faço está correcto ou não??
Obrigada

carlosguerreiro@sapo.pt
12-10-06, 22:05
não é bem assim. A frequência muda consoante o q se quer. Pesquise artigos ciêntificos para ver q frequência é mais adequada para cada caso

Hélder Abreu
13-10-06, 00:38
...vou alterando a frequência dos u.s., consoante acho que necessita de maior ou menor ferquência.

A frequência é definida consoante a profundidade a que se encontra o objectivo do ultra-som e não consoante a evolução do tratamento. Assim, para lesões mais superficiais (entre 1 a 3 cm), recorre-se a frequências maiores (3mhz), para lesões profundas (entre 3 a 5 cm), frequências menores (1mhz).
O que modifica consoante a lesão seja mais ou menos aguda é a pulsatibilidade e a intensidade do ultra-som (menores inicialmente, aumentando-se gradualmente ambos).

Cissa
14-10-06, 10:16
Exacto era sobre a intensidade e pulsatibilidade que me referia, obvio.:lol: Mas mesmo assim posso alterar estes parametros consoante a evolução do paciente??

Hélder Abreu
15-10-06, 22:43
...Mas mesmo assim posso alterar estes parametros consoante a evolução do paciente??

Pode e deve. À medida que o paciente for recuperando, deve ir aumentando gradualmente estes parâmetros, mas sempre moderada e atentamente (não esquecendo o possível surgimento de cavitação).

LuisAF
17-10-06, 23:40
Na realidade o a nossa actividade é muito especial. A proximidade física e temporal com os nosso doentes permitem-nos adaptar a nossa intervenção, ao minuto, em função da evolução do respectivo estado de saúde.
Quanto ao US o que referiu está certo, é de facto de frequência que fala, "frequência de emissão" do feixe ultra-sónico, a outra é a "frequência de vibração" do cristal piezoelactrico (1 ou 3MHz).
Neste contexto tem de enquadrar a sua intervenção da seguinte forma.
Em emissão continua a Dose que administra coincide com os [J/cm2X Tempo] lidos no aparelho (Ex. 1 j/cm2X 5mn=5j/cm2). Uma emissão em modo pulsado, com um duty cycle de 50%, significa que a em cada unidade de tempo (por exemplo minutos) só há realmente emissão durante metade desse tempo (no exemplo 30 seg.). Assim do calculo da Dose que utilizamos anteriormente vai resultar 1j/cm2X(5mn/2)=2.5j/cm2!!!! Ou seja metade da Dose deduzida da leitura do aparelho.
O principal objectivo das emissões pulsadas é o de evitar o efeito térmico do US. Porventura, no exemplo anterior, consegue, para o efeito térmico, o mesmo desempenho se utilizar a emissão continua com apenas 0.5 J/cm2!
Isto das Doses em electroterapia, e nos agentes físicos em geral, é em tudo semelhante aos medicamentos correntes, onde se tomam em linha de conta, a idade, o peso, o estado (cronico/agudo) do nosso doente. Creio que se encararmos assim as coisas podemos rentabilizar melhor a nossa intervenção.