exhale
20-07-08, 23:14
Olá a todos, a ver se alguém me pode ajudar:
Tenho um paciente de 20 anos com uma doença neuromuscular congénita.
O miúdo tem uma severa deformação torácica decorrente da patologia que tem comportando-se como um sindrome restritivo severo.
Numa descrição muito "imaginativa" do caso, digamos que as vértebras torácicas se empilham de forma helicoidal. O hemitorax direito encontra-se rodado anteriormente com as costelas situando-se praticamente no plano sagital enquanto o hemitorax esquerdo se encontra quase suprimido de tal forma que no espaço intercostal entre a 6º e 7ª costela se consegue sentir perfeitamento o ritmo cardíaco.
Na auscultação anterior do topo detecto numa primeira avaliação aquilo que eu interpreto como um duplo tempo inspiratório à esquerda o que me parece indicar que existem regiões pulmonares a "encher" tardiamente devido a alterações na sua compliance induzidas pelas alterações da morfologia torácica.
Tenho bastante vontade de dar ao ambu para reexpandir aquele pulmão e aumentar a eficácia da tosse... mas... parece-me um enorme risco...
Se de facto a compliance se encontra alterada em alguns segmentos pulmonares, meter volume lá para dentro não poderá provocar picos de pressão intraalveolar com provável lesão do parênquima, alterações da interdependência alveolar e maior tendência para o colapso?
Aquele torax é mesmo uma dor de cabeça...
Alguém pode ajudar?
Tenho um paciente de 20 anos com uma doença neuromuscular congénita.
O miúdo tem uma severa deformação torácica decorrente da patologia que tem comportando-se como um sindrome restritivo severo.
Numa descrição muito "imaginativa" do caso, digamos que as vértebras torácicas se empilham de forma helicoidal. O hemitorax direito encontra-se rodado anteriormente com as costelas situando-se praticamente no plano sagital enquanto o hemitorax esquerdo se encontra quase suprimido de tal forma que no espaço intercostal entre a 6º e 7ª costela se consegue sentir perfeitamento o ritmo cardíaco.
Na auscultação anterior do topo detecto numa primeira avaliação aquilo que eu interpreto como um duplo tempo inspiratório à esquerda o que me parece indicar que existem regiões pulmonares a "encher" tardiamente devido a alterações na sua compliance induzidas pelas alterações da morfologia torácica.
Tenho bastante vontade de dar ao ambu para reexpandir aquele pulmão e aumentar a eficácia da tosse... mas... parece-me um enorme risco...
Se de facto a compliance se encontra alterada em alguns segmentos pulmonares, meter volume lá para dentro não poderá provocar picos de pressão intraalveolar com provável lesão do parênquima, alterações da interdependência alveolar e maior tendência para o colapso?
Aquele torax é mesmo uma dor de cabeça...
Alguém pode ajudar?